A viagem ao Vietname ficou na memória do Head of Inbound Marketing da Coverflex por boas razões: pela história, pela cultura e pela diversidade. Já a Phuket (Tailândia) não pensa voltar. A poluição e o excesso de turismo não lhe agradaram. O que continua a encantar Miguel Fraga são as viagens que faz com o pai a acompanhar o Sporting por Portugal e pela Europa. Uma tradição que espera que nunca acabe.
A série de eleição
Poderão encontrar-me a repetir várias vezes episódios de comédias como Friends ou The Office, mas no topo da minha lista está West Wing. Uma masterpiece para todos os que se considerem aficionados, mesmo que desde fora, pelo fenómeno político, com atores de excelência e realização brilhante de Aaron Sorkin.
O filme da minha vida
Sou um daqueles seres pouco comuns que ocupa tempos livres com muitas séries e poucos filmes. Sou fã da sensação de continuidade e longevidade que uma boa série proporciona. Dito isto, La Vita è Bella é possivelmente o filme que mais contribuiu para o meu desenvolvimento cívico numa fase precoce da vida, relatando – através de uma história de amor (e com uma interpretação deliciosa) – o expoente máximo da crueldade humana.
O hobby
Viajar por Portugal e pela Europa, com amigos ou especialmente com o meu pai, para acompanhar o nosso Sporting Clube de Portugal. Estou, em praticamente tudo, nos antípodas do tradicionalismo, mas a tradição de partilhar esta paixão irracional com o meu pai é uma que espero que se mantenha para sempre.
Um objeto indispensável
Por muito básico que possa parecer, é mesmo o telemóvel (e um bom power bank, vá, para garantir que a bateria não acaba). Ambiciono tornar-me menos apegado a este objeto que tanto prende o nosso tempo, coletivamente, mas este ainda não é o dia. Seja para me manter em contacto regular com a realidade portuguesa, visto passar muito tempo fora de Portugal hoje em dia, seja para estar ligado a temas profissionais quando o computador não está por perto, passo pouco tempo do dia sem o telemóvel por perto.
Um livro memorável
O “Into the Wild”, de Jon Krakauer. Está longe do top de melhores livros que li, em termos de riqueza literária, mas a história é inesquecível. Uma ode à descoberta dos limites humanos, à procura de um propósito e às limitações do idealismo.
Banda sonora da vida
Dificilmente não será Benjamin Clementine o artista que ouço mais vezes e que mais me fascina, pelo génio musical e pela história de vida. No entanto, o álbum que mais me marcou e ainda hoje me acompanha regularmente é o “Três Cantos”, ao vivo, dos nossos Sérgio Godinho, Fausto Bordalo Dias e José Mário Branco.
Um destino inesquecível
O da minha viagem intercontinental mais recente: Vietname. Pela cultura tão diferente da nossa, pela história tão rica, pela diversidade de destinos e pelas memórias.
Onde não voltarei
Phuket. Pela poluição, pelo overtourism e por passar uma imagem errada do país incrível que a Tailândia realmente é.
O carimbo que falta no passaporte
Japão (e a Coreia do Sul, quiçá na mesma viagem). Espero que esteja para breve.
O recanto em Amesterdão
O Jordaan, numa tarde de sol. Recomendo muito.
Uma marca de sempre
Ben&Jerry’s. Não sou consumidor ávido, mas sou fã da marca e do que a inspira. Os fundadores são prova viva e efetiva de que é possível construir uma marca global de sucesso mantendo uma voz ativa e sonora no seio da sociedade civil.
Uma figura inspiradora
Vai soar a cliché, mas não há nenhuma figura pública que me inspire e motive tanto quanto a minha mulher, Inês.
Tornei-me marketeer porque
Curiosamente, por pouco mais do que mero acaso. Nunca foi particular ambição minha trabalhar em Marketing. Formei-me nas áreas de Economia (licenciatura) e Gestão (mestrado), com uma tese final na área de Marketing digital. Daí, surgiu uma proposta para trabalhar na área e, nove anos depois, cá estamos. Sou hoje em dia um apaixonado pelo que faço, e procuro contrariar ativamente a ideia de que os melhores líderes de Marketing são os formados de raiz nesta área.
A estratégia de marketing perfeita é
A que não existe. Não há estratégias perfeitas, nem em Marketing nem em qualquer outra área com tamanho grau de subjetividade. Há sim lugar à análise contextual de cada empresa e a adaptação da estratégia às necessidades conjunturais e estruturais de cada desafio. Muito dificilmente contratarei ou acreditarei em alguém que me procure convencer de que há estratégias infalíveis ou perfeitas.
Se não fosse marketeer seria
Provavelmente uma posição mais transversal – Chief of Staff, responsável estratégico ou algo similar –, também num contexto de startup/scaleup.
O rosto ideal para uma campanha da Coverflex
Pensando em figuras nacionais, seria engraçado ter o Nuno Markl como rosto de uma campanha nossa. É um profissional de excelência e partilha vários traços com a Coverflex: é versátil, flexível, divertido e alguém de quem toda a gente gosta. A nível internacional, perfis na linha da Mindy Kaling ou do Donald Glover seriam também um fit muito interessante, pelos mesmos motivos.

