A SaMaNe e a FCB Lisboa denunciam o racismo obstétrico

A Associação Saúde das Mães Negras e Racializadas (SaMaNe), em parceria com a agência FCB Lisboa, lança uma campanha para denunciar o racismo obstétrico. Esta iniciativa surge no âmbito do Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher, que se assinala a 28 de maio.

A SaMaNe e a FCB Lisboa denunciam o racismo obstétrico

Através de metáforas visuais, o vídeo mostra o desenvolvimento de fetos nos ventres de uma mãe branca e de uma mãe negra. Ao longo do filme, é possível perceber que as duas gestações são tratadas de forma diferente. No final, quando surge um bebé branco e o negro está ausente é quando é transmitida a mensagem central do projeto. Este pretende revelar que os bebés negros têm menos probabilidades de nascer com vida ou de passar por um parto sem dores do que bebés brancos.

Apesar de, em Portugal, haver uma escassez de dados oficiais desagregados por raça, os relatos obtidos pela SaMaNe, desde 2020, indicam que as mulheres negras enfrentam negligência, invalidação da dor, e discriminação “explícita” durante a gravidez e o parto. Estes dados juntam-se aos divulgados pelo Centers for Disease Control and Prevention, nos EUA, que revela que as mulheres negras têm três vezes mais probabilidade de morrer durante o parto do que as brancas. Já no Reino Unido, estas mulheres têm quatro vezes mais risco de mortalidade materna.

O CEO e CCO da FCB Lisboa, Edson Athayde, afirma que esta campanha é “um grito coletivo”. “Esperamos sensibilizar o público, os profissionais de saúde e os decisores políticos para o impacto real do racismo obstétrico”, remata.

Simão Raposo

Terça-feira, 27 Maio 2025 12:29


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