Ser influenciador é…
Uma responsabilidade. Durante muito tempo não gostei muito do nome, mas tenho a noção que, além de criador de conteúdos, influencio pessoas, e tenho isso em consideração nas mensagens que passo.
O que o faz associar-se a uma marca?
Relacionar-me com a marca – é ideal ser algo que veja a utilidade, que já use ou precise. A honestidade é sempre a minha política favorita – e sinto que quanto mais tiver vontade de usar mais essa mensagem vai passar.
A que marcas já deu a cara?
Já trabalho com marcas desde 2011 – a primeira grande marca que apostou em mim foi a WTF. Mais recentemente NYX, Super Bock, Worten, Uber, IKEA…
O que mais valoriza numa marca?
A vontade da marca de ser o mais disruptiva possível – deixar de lado as “regras” e dar-me liberdade para criar de forma livre e descomprometida. Tenho tido a sorte das marcas acreditarem na minha criatividade e autenticidade.
Qual a sua marca de sonho?
Gostava de trabalhar com uma marca como a Adidas, ou roupa desportiva/lounge – seria uma ótima desculpa para andar sempre vestido de forma descontraída (que amo!)
O que é mais difícil em ser influenciador?
A pressão que meto em mim próprio de estar sempre a publicar, a atualizar e estar em cima das novas trends.
O seu sucesso como influenciador deve-se a?
A eu ser real, diria. A autenticidade e vulnerabilidade com que me mostro foram fatores que me destacaram dos influencers “picture perfect”, que popularizam muito na era pre TikTok. É refrescante ver alguém que se apresenta a maior parte das vezes na sua cama, sem maquilhagem a falar de todo o tipo de assuntos, sem pudor.
Até que ponto consegue manter a autenticidade quando trabalha com marcas?
Idealmente sempre. Tento levar sempre quem eu sou para todas as marcas. Devo isso a mim próprio e a quem me segue. Ninguém abre um conteúdo meu a querer ver uma coisa super profissional e perfeita. Tenho arestas por limar e imperfeições que fazem de mim quem sou.
As marcas compreendem verdadeiramente o papel dos influenciadores ou ainda há estereótipos a quebrar?
Muitas sim, está bastante melhor. Ainda há marcas mais conservadoras que se cingem muito por briefings fechados e limitados, e essas são mais difíceis de trabalhar, porque muitas vezes querem uma linguagem desadequada que já não se aplica a Gen Z.
Qual a publicidade mais memorável?
Gosto muito das campanhas que são criadas a partir de narrativas ou piadas orgânicas que crio nas minhas redes – quando as marcas se adaptam e incorporam a minha linguagem torna toda a experiência muito mais apelativa para mim e para o meu público.


