“Os consumidores mudaram. E ainda bem. Hoje, exigem coerência, não fidelidade cega. Querem marcas que saibam escutar, adaptar-se, reconhecer a complexidade da vida real”, conta a Head of Brand da Cofidis Portugal, prosseguindo: “E nós mantemos a relevância porque aceitamos essa complexidade. Sabemos que há quem nos procure num momento difícil, e quem recorra a nós para um novo começo. O que importa é que a resposta seja justa, útil e respeitadora”.
Foi com esse espírito que, de acordo com Rita Tomé Duarte, a marca criou soluções como o Cofidis Pay: “mais liberdade na hora de comprar, mas também mais controlo e clareza. Porque liberdade sem clareza, não é liberdade”.
Uma visão e filosofia que tem permitido manter uma relação douradora entre os clientes e a Cofidis, que chegou a Portugal, em 1996, com uma proposta improvável: conceder crédito por telefone. “Num tempo em que tudo passava pelo balcão físico, dizíamos ‘não é preciso sair de casa’. Soava estranho. Quase desconfiado. Mas estávamos certos”, frisa a responsável, lembrando os primórdios da marca em território nacional. “Começámos com três pessoas e um telefone. Uma delas ainda cá está, é a colaboradora número um. Isso diz muito sobre a forma como crescemos: com cuidado, lado a lado, sem pressa nem promessas fáceis”, recorda Rita Tomé Duarte.
Apesar de pioneiros em tecnologia, a Head of Brand diz que há ainda uma forma diferente de estar no setor financeiro, “mais humana, mais próxima, mais focada nas pessoas do que nos produtos. E essa continua a ser a nossa bússola, mesmo num mundo que acelera para o digital”, defende.
Foi graças a essa perspetiva que a Cofidis se tornou parte da vida das pessoas, estando presente nos momentos importantes e que importam. “Quando alguém volta para financiar os estudos do filho porque já confiou em nós para remodelar a casa. Quando o crédito serve não para comprar, mas para cuidar. Esse é o nosso ponto de tensão e também o nosso princípio orientador: sermos uma empresa que concede crédito com responsabilidade, sem perder de vista que cada número tem um rosto, uma urgência, um sonho. Quando deixamos de ser apenas um prestador de serviços e passamos a ser lembrados como aqueles que estiveram lá, com empatia, justiça e presença, estamos a cumprir a nossa missão”, justifica.
Proximidade, confiança e humanismo
São estas as três palavras que resumem a Cofidis, não como rótulo publicitário, mas como compromissos diários. “Proximidade, porque estar perto não é só estar disponível, é compreender. Confiança, não se impõe nem se compra, constrói-se, um gesto de cada vez. E humanismo, porque o dinheiro é apenas ferramenta. O centro são sempre as pessoas”, frisa.
Já quanto aos produtos, não há um único, garante Rita Tomé Duarte, que defina a Cofidis. “O que nos representa é a capacidade de estar presentes nos momentos certos. De simplificar sem infantilizar. De propor soluções com responsabilidade, sem julgar. O crédito pessoal continua a ser o nosso ponto de partida. Mas hoje, com seguros e meios de pagamento, somos mais do que isso: somos um parceiro financeiro completo, atento às várias fases da vida das pessoas.”
Enquanto o setor corre para ser o mais rápido ou o mais digital, a Cofidis questiona: “O que é mais útil para quem está do outro lado? Nem sempre é tecnologia. Às vezes, é mais tempo. Mais escuta. Mais humanidade”.
Olhando para o futuro, a missão da marca mantém-se, já que pretende continuar a ser um parceiro confiável, humano, próximo, o que exige renovação contínua: tecnológica, ética, social. “A literacia financeira é uma das nossas maiores apostas. Desde 2023, já chegámos a mais de 50 mil estudantes, com iniciativas como a Escola das Finanças ou a colaboração com a Junior Achievement Portugal. Não é para fazer número, mas é para fazer diferença”, assegura Rita Tomé Duarte, deixando uma pergunta. “Como continuamos a merecer estar na vida das pessoas, sem sermos intrusivos nem indiferentes? A resposta não está num plano a cinco anos. Está naquilo que fazemos hoje. E na coragem de estar, mesmo quando é mais difícil”, garante.
Vista para o mar e para o espelho (de) Catarina Furtado
Há momentos que ficam e marcam a história de uma marca, conta a Head of Brand da Cofidis em território nacional. “Recebemos uma vez uma carta de uma cliente, por exemplo, que nos agradecia não pelo valor do crédito, mas por com ele ter conseguido comprar uma cadeira de rodas elétrica para o marido. ‘Agora pode voltar a ver o mar’, escrevia”, revela a diretora, lembrando que “isto não aparece em relatórios, mas é o que justifica tudo”.
Além deste, outros marcos também assumem a sua relevância. “Como quando passámos a dizer ‘De pessoas para pessoas’, ou quando abrimos portas ao Café Joyeux e à Associação CRESCER nas nossas instalações. São decisões que mostram que os nossos valores não estão no papel. Estão na prática”, considera.
“Mais recentemente, a escolha da Catarina Furtado como rosto da marca não foi uma decisão mediática. Foi um espelho: a Catarina representa aquilo em que acreditamos: presença, escuta, responsabilidade, coerência”, conclui Rita Tomé Duarte.


