O futuro não é só tecnológico, é profundamente humano

A diretora global da Marca EDP acredita que, em 2026, as tendências globais apontam para três forças dominantes: a tecnologia inteligente, a humanização das insígnias e o propósito real. Na perspetiva de Catarina Barradas, está a crescer a exigência por marcas que estejam próximas das pessoas e das comunidades, criando relações de “confiança e valor”, algo na qual a energética está a trabalhar.

O futuro não é só tecnológico, é profundamente humano

Estamos a viver um momento decisivo no Marketing e na Comunicação: a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas tecnologia para se tornar o novo motor da criatividade. Mas acredito que a criatividade humana será sempre insubstituível – a nossa experiência, as emoções que sentimos, os erros que cometemos e as histórias que carregamos são únicos. É isso que nos distingue. A IA é uma ferramenta poderosa, não um substituto – expande o talento, automatiza tarefas repetitivas, liberta tempo para o pensamento estratégico e criativo, e acelera a tomada de decisões. Em 2026, as marcas que conseguirem unir esta inovação, com emoção e autenticidade, serão as que conquistarão relevância num mundo em rápida transformação.

As tendências globais apontam para três forças dominantes. A primeira é a tecnologia inteligente, com a IA a permitir personalização em tempo real, otimização dinâmica e experiências mais relevantes para cada consumidor. A segunda é a humanização das marcas, onde num cenário saturado de interações digitais, os eventos presenciais e as experiências híbridas voltam a ganhar importância ao criarem ligações emocionais genuínas. A terceira é o propósito real, que deixa de ser apenas um slogan para se traduzir em ações concretas e benefícios tangíveis. Segundo a Harvard Business Review, marcas com propósito claro e cultura alinhadas serão as que conquistam confiança num mercado fragmentado.

Ao mesmo tempo, cresce a exigência por marcas que estejam próximas das pessoas e das comunidades, criando relações de confiança e valor. Não basta falar de sustentabilidade ou inovação, é preciso mostrar como isso melhora a vida das pessoas. Do lado das pessoas, torna-se essencial desenvolver um sentido crítico apurado, capaz de avaliar e compreender de forma consciente a autenticidade das marcas e o impacto real das suas ações.

É neste contexto que a estratégia da EDP incorpora estas três forças, reforçando o seu papel de liderança na transição energética. A narrativa “Escolhemos a Terra” continua a expressar compromisso com o planeta, mas evolui para uma abordagem mais próxima das pessoas: benefícios concretos para famílias e empresas. Por essa razão, desenvolvemos este ano um novo conceito criativo: “A EDP tem muito mais para dar”, dirigido aos nossos mais de três milhões de clientes em Portugal. Queremos mostrar que não somos apenas um fornecedor de energia com soluções competitivas, mas um parceiro de sustentabilidade dos clientes, empenhado em melhorar a vida das pessoas e em ter um papel ativo nas comunidades onde estamos presentes.

Um exemplo concreto desta abordagem é a nova app EDP que além de permitir a gestão completa do contrato e o acesso aos serviços, vai oferecer controlo e transparência sobre o consumo, centralizando tudo num único espaço. A nova app torna a gestão da energia mais simples, eficiente e conveniente, permitindo interagir de forma personalizada com cada cliente e oferecendo recomendações práticas para ajudar os clientes a pouparem.

Já com cerca de 90 % da produção com origem renovável e a meta de neutralidade carbónica até 2040, a EDP prova que uma marca com propósito é também uma marca com futuro. Mas esse futuro constrói-se com escolhas inteligentes, próximas e humanas – escolhas que colocam as pessoas no centro.

Catarina Barradas, diretora global da Marca EDP

Segunda-feira, 12 Janeiro 2026 11:15


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