De acordo com o relatório, apenas 15 % dos CMO consideram que as suas organizações estão estruturadas para obter resultados significativos com IA ou IA generativa. É referido ainda que, apesar de sete em cada dez empresas já utilizarem estas tecnologias no marketing, apenas 7 % dos profissionais reconhece plenamente um impacto positivo na eficácia das suas campanhas.
Segundo a Capgemini, só 18 % dos profissionais da área concordam que estão a ser bem-sucedidos na personalização das interações com os clientes para aumentar o nível de envolvimento e melhorar os resultados. Este facto evidencia a necessidade de uma colaboração mais estreita entre diretores de Marketing e responsáveis de Tecnologia, conjugando a experiência dos CIO com a visão estratégica sobre os clientes. Desta forma é possível explorar o potencial da IA e assim gerar novas mais-valias para as empresas.
O estudo mostra ainda que, apesar do investimento em martech ter subido de 64 % em 2023 para 79 % em 2025, apenas uma minoria das empresas consegue tirar pleno proveito das soluções de Gen AI ou Agentic AI, devido à escassez de competências, preocupações éticas e limitações tecnológicas.
O Managing Director da frog afirma que as ferramentas de IA oferecem um “potencial significativo”, mas frequentemente não geram os resultados esperados, porque o orçamento, a estratégia e a tecnologia não estão alinhados. Por isso, Gagandeep Gadri está convicto que este é um momento “decisivo” para os profissionais desta área repensarem o propósito central das suas funções e para se reposicionarem não como um departamento de suporte à gestão, mas antes como um “verdadeiro motor impulsionador” da experiência do cliente e do crescimento sustentável dentro das suas empresas, criando valor real para o negócio.
Para recuperar o marketing num futuro liderado pela IA, o estudo sugere que os CMO redesenhem os seus modelos operacionais e integrem a IA em toda a cadeia de valor do marketing. A Capgemini considera que é necessário que estes responsáveis construam um marketing “centrado no ser humano, otimizado e preparado para o futuro,” reposicionando-se como “motores da experiência e do envolvimento do cliente”, contribuindo para o crescimento dos negócios das suas empresas.
Simão Raposo

