“Falar de Reckitt é falar de power brands”

Numa nova fase estratégica, a Reckitt simplifica o portefólio e reforça o foco em power brands, ganhando agilidade e eficácia num mercado mais exigente. Como explica a Country Manager em Portugal, Filipa Leitão, esta transformação traduz-se numa lógica “win-win-win”, que cria valor para a empresa, parceiros e consumidores. Ao concentrar-se em quatro grandes categorias, a multinacional troca escala difusa por foco operacional, e aposta num forte investimento em comunicação omnicanal – hoje central na construção de valor das marcas.

“Falar de Reckitt é falar de power brands”

Briefing | A Reckitt entrou numa nova fase depois da reorganização global do portefólio. O que é que essa mudança representa realmente?

Filipa Leitão | Mais do que uma reorganização, trata-se de uma decisão estratégica com implicações profundas na forma como a Reckitt cresce e se posiciona. Atualmente, a Reckitt está mais ágil, mais simples e focada num portefólio de marcas líderes de mercado reconhecidas em todo o mundo.  

Durante muitos anos, o crescimento das grandes multinacionais fez-se por extensão de portefólio. Hoje, o contexto é diferente. Ao simplificar a sua estrutura e ao recentrar-se no seu core, a Reckitt reforça agilidade, coerência e capacidade de execução.

Essa clarificação estratégica mudou a forma como a empresa se posiciona no mercado?

Na Reckitt, trabalhamos diariamente para melhorar a vida dos nossos utentes e consumidores, através de soluções e produtos de elevada qualidade. Com esta clarificação estratégica, acreditamos que somos mais ágeis neste mercado altamente competitivo, com o devido foco no nosso portefólio – marcas líderes em quatro grandes categorias (Household, Personal Care, Self-care e Germ Protection). E junto dos nossos parceiros, maximizando a experiência omnicanal; e junto das nossas pessoas, reforçando uma cultura de alta performance. 

É um privilégio poder trabalhar numa empresa com marcas da confiança dos portugueses, que combinam eficácia comprovada, apostam na inovação e estão na linha da frente no desenvolvimento das categorias. 

O foco traz, por isso, mais qualidade: permite-nos desenvolver as nossas soluções com uma excelência superior. 

Quando falamos da Reckitt, falamos também de marcas bem conhecidas no mercado. Que papel têm hoje insígnias como Durex, Nurofen ou Finish na estratégia da empresa?

A Reckitt promove a saúde e higiene de produtos de elevada qualidade todos os dias a nível mundial, presente nas quatro grandes categorias que referi. Além de Durex, Nurofen e Finish, falamos também de Strepsils e Gaviscon, por exemplo. O papel destas marcas enquanto líderes é, essencialmente, o de desenvolver as categorias onde atuam; trazer inovação relevante e superior, e melhores soluções; e disponibilizá-las a todas as pessoas. São marcas que estão no top of mind dos portugueses e que trazem valor para o mercado.

Temos vários exemplos nas diversas categorias. Falar de pastilhas para a loiça é falar de Finish e, claramente, o papel da marca é trazer sempre melhores soluções que apresentem mais eficácia e melhores resultados, como é o caso da gama Ultimate Plus e a constante aposta na qualidade de aditivos. 

Ou seja, a prioridade do portefólio da Reckitt é melhorar a qualidade de vida dos utentes e consumidores através de produtos cada vez melhores. Gostaria de destacar as cápsulas mini de Nurofen Xpress, que surgem com o objetivo de responder a uma necessidade das pessoas que têm dificuldade em deglutir. E o fantástico trabalho que a marca Durex tem feito não só numa ótica de comunicação, educação sexual, e diversidade e inclusão, mas também a inovação mais disruptiva com a gama Conexão Total – o primeiro preservativo de nitrilo que permite a transferência de calor. 

O que distingue a Reckitt de outras empresas que operam em FMCG (Fast-Moving Consumer Goods) e consumer health?

A Reckitt posiciona-se numa interseção particularmente exigente: combina a escala e a agilidade do FMCG com o rigor, a credibilidade e a responsabilidade do consumer health.

Isso traduz-se numa abordagem mais exigente ao desenvolvimento de produto, à comunicação e à construção de marca. Não basta ser visível, é necessário ser relevante, credível e consistente. 

Diria que a Reckitt se destaca das outras empresas pelo forte investimento que coloca em comunicação omnicanal no mercado; pela abordagem construtiva que tem junto dos seus clientes, com o intuito de desenvolver categorias lado a lado; por procurar trabalhar sempre com os melhores parceiros; e pelo seu grande foco em execução de excelência, através de equipas de elevada qualidade no terreno. Tudo isto com uma cultura jovem, ágil e que promove o desenvolvimento diário das nossas equipas.  

A separação de parte do antigo portefólio foi uma decisão estratégica relevante. Como deve ser lida pelo mercado?

Deve ser lida como um movimento de foco e de maturidade. Nem sempre mais portefólio significa mais valor. Com a separação, a Reckitt pretende transformarse numa empresa mais simples e mais focada – a chave para o contexto competitivo atual. Em Portugal, estar mais focada num portefólio de quatro categorias permite-nos ir mais longe na qualidade de execução das nossas marcas em ponto de venda e junto dos consumidores.

Carolina Neves

*Esta entrevista pode ser lida na íntegra na edição impressa B198

Quarta-feira, 29 Abril 2026 09:58


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