Há algo de especial em ver uma mesa cheia. Amigos que partilham momentos, famílias que celebram um aniversário, colegas que aproveitam a hora de almoço para desligar do trabalho. É nesses momentos simples que se destaca o papel da restauração: um setor que cria ligações, memórias e comunidade.
Contudo, é também um setor que enfrenta muitos desafios. Vivemos tempos de grandes incertezas de todo o tipo, novos hábitos e tendências de consumo que afetam em grande medida o nosso setor da restauração comercial. A nossa missão é observar a realidade para responder adequadamente a todos estes desafios, tanto mais para empresas como a Restalia, que têm várias marcas no seu portfólio, mas com um denominador comum como bandeira: a defesa do que chamamos de “social food”, um movimento a favor e em prol da sociabilização dos consumidores em torno do encontro e convívio pessoal nos nossos restaurantes.
Desde a irreverência do 100 Montaditos, à autenticidade do La Sureña, passando pelo espírito urbano do The Good Burger e pela energia mexicana do Pepe Taco. Conceitos diferentes, mas com um objetivo comum: tornar a restauração organizada acessível, inovadora e próxima das pessoas. Contudo, nem sempre é simples fazer este percurso com marcas que conseguem ser tão diferentes e tão particulares.
Ao longo dos últimos anos, temos assistido a uma transformação clara no setor. O consumidor está mais informado, mais exigente e mais atento ao impacto das marcas que escolhe. E isso é, sem qualquer dúvida, positivo. Obriga-nos a fazer melhor e a pensar de forma mais estratégica. As empresas precisam de olhar para o mercado de forma mais específica, precisam de olhar para os empreendedores locais e para a criação de emprego. É essencial confiar nas marcas e ter a capacidade de se adaptar a um consumidor cada vez mais consciente e atento ao equilíbrio entre preço, experiência e qualidade, os três fatores que compõem o “valor real percebido” pelo cliente.
Num setor tão dinâmico como o nosso, inovar é essencial. Mas inovar hoje significa também encontrar modelos de negócio que conciliem escala, eficiência e impacto positivo. Significa provar que preço acessível e responsabilidade não são conceitos incompatíveis. E significa continuar a apoiar empreendedores através de um modelo de franchising sólido, que permite crescer com consistência e visão de longo prazo.
O desafio é grande e a resposta da Restalia tem sido muito clara: promoções que se tornam verdadeiras tradições. O Euromania do 100 Montaditos, por exemplo, deixou há muito de ser apenas uma ação promocional para se tornar um hábito social, marcado no calendário de milhares de pessoas. O mesmo acontece com os restantes, mais do que campanhas pontuais, são propostas estáveis, previsíveis e alinhadas com a rotina real dos consumidores.
A continuidade gera confiança e num contexto económico desafiante, uma experiência acessível, consistente e de qualidade faz a diferença. E essa previsibilidade é também uma forma de responsabilidade: com o consumidor, com os nossos franchisados e com o próprio mercado.
No final, o verdadeiro crescimento não se mede apenas pelo número de restaurantes ou mercados onde estamos presentes. Mede-se na capacidade de criar hábitos, construir marcas que fazem parte da vida das pessoas e gerar impacto positivo, todos os dias.
María Noguera Capitán, diretora de Relações Institucionais e Comunicação da Restalia

