Das 201 candidaturas recebidas, e após onze meses de trabalho, foram identificadas 11 soluções que avançam agora para a fase de piloto. O seu desenvolvimento será feito em colaboração com dez empresas e entidades que operam em várias fases da cadeia de valor e apresentam capacidade de agir e testar os projetos-piloto no terreno. Estes projetos vêm dar respostas concretas às três missões estratégicas que foram definidas para esta edição: reciclar 75 % do vidro em Portugal até 2030, com foco no canal HORECA; reduzir em 5 % a produção de resíduos de embalagens do fluxo urbano per capita até 2030; e digitalizar e integrar os fluxos de informação do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE) até 2034.
No total, participaram 134 startups internacionais e 14 nacionais, evidenciando a crescente atratividade global do programa e a sua capacidade de transformar inovação em soluções concretas para o setor. Globalmente, destacam-se soluções que combinam tecnologia e comportamento do consumidor, com propostas que recorrem à inteligência artificial e visão computacional para tornar a triagem de resíduos mais eficiente e melhorar a gestão operacional. Alguns exemplos são smartbins e aplicações, que pretendem promover a participação dos cidadãos e aumentar a reciclagem de vidro.
A CEO da Sociedade Ponto Verde considera fundamental que estas iniciativas sejam testadas no terreno, pois permite recolher dados concretos, avaliar se estão preparados para ser replicados e ganharem escala, levando a mais e melhor reciclagem de embalagens. “Estamos muito empenhados em promover a circularidade em Portugal e contribuir para o cumprimento das metas ambientais que estão estabelecidas para este setor, e acreditamos que este é o caminho”, diz Ana Trigo Morais.
Já o CEO da Beta-i refere que o o Re_source afirma-se como um “catalisador de transformação”, onde diferentes stakeholders trabalham lado a lado para implementar soluções, gerar aprendizagem prática e acelerar mudanças estruturais no setor da gestão de resíduos de embalagens. “O foco está hoje na replicabilidade e na escalabilidade, e é nessa capacidade de passar da experimentação à transformação que consolida a confiança do ecossistema e posiciona o Re_source como um motor real de mudança na cadeia de valor”, acrescenta Diogo Teixeira.
Simão Raposo

