Numa escala de 100 pontos, entre mais de duas mil marcas auditadas, o pódio é ocupado pela Delta, com 85,9; a Nestlé, com 83,5; e a Danone, com 80,6. Além destas, a Água das Pedras e a Luso também atingiram o nível de excelência, o que significa que tiveram uma pontuação acima de 80 valores.
Numa perspetiva global, Portugal tem uma avaliação moderada na prática de ESG, com 60 pontos, e nenhum setor de atividade atinge uma avaliação robusta, que é quando a classificação é superior a 70. Os setores do retalho alimentar, energia, holdings e retalho de saúde e bem-estar destacam-se pela positiva, com uma qualificação moderada superior. As áreas mais expostas são a indústria financeira, luxo e acessórios de moda, engenharia e construção.
Entre as três dimensões que compõem o índice de ESG, destacam-se: a de governança, com a melhor ponderação; e a de responsabilidade ambiental, com a avaliação mais baixa.
O Founder & Managing Partner da consultora, Pedro Tavares, destaca que “o conceito de ESG ganha cada vez mais notoriedade e relevância, mas só é realmente considerado e fonte de atitudes e comportamentos, como a intenção de compra, preferência, recomendação, defesa perante crises e atração como local para trabalhar entre os mais jovens”.

