Estas empresas, selecionadas entre mais de 550 candidaturas, abordam três desafios ambientais, nomeadamente: eficiência energética, redução de resíduos e gestão da água. Durante quatro semanas, as 11 startups e scale-ups vão participar em diversas ações, tais como: workshops ministrados por especialistas, sessões de mentoria e painéis de liderança. Vai ainda haver a oportunidade de realizar um projeto-piloto com as operações europeias da Amazon.
Entre as participantes está a Omniflow, que desenvolve postes que incluem sensores de movimento que diminuem automaticamente a intensidade das luzes quando não é detetada qualquer atividade, e que podem suportar aplicações de cidades inteligentes, incluindo monitorização da qualidade do ar, carregamento de veículos elétricos e conectividade 5G. O fundador e CEO, Pedro Ruão, explica que a missão da marca é “revolucionar a infraestrutura urbana através da energia limpa”. “Ao transformar postes de iluminação simples, estamos a ajudar as cidades a reduzir as suas emissões de carbono, ao mesmo tempo que construímos a infraestrutura digital necessária para as comunidades conectadas do futuro”, acrescenta.
Outros participantes incluem empresas que desenvolveram painéis solares ultrafinos e flexíveis, um ar condicionado que pode reduzir o consumo de energia em até 90 % e um “estômago artificial” que decompõe resíduos alimentares, transformando-os em biogás e hidrogénio para geração de energia.
O diretor europeu de Sustentabilidade e Operações de Packaging da Amazon, Olivier Pellegrini, considera que estas organizações estão a desenvolver tecnologias com “potencial real” de implementação nas operações da empresa e que podem ser “verdadeiramente transformadoras em grande escala”.
Na última edição, a Amazon investiu um total de 750 mil euros em cinco projetos-piloto em andamento.
Simão Raposo

