“Estamos num momento crítico e, por isso, defendemos que o País deve ter mais ambição em matéria de gestão de resíduos e de resíduos de embalagens, ao nível da prevenção, reciclagem e valorização”, afirma a CEO da Sociedade Ponto Verde (SPV), Ana Trigo Morais.
Após uma análise ao desempenho dos vários materiais de embalagens, chegou-se à conclusão de que o vidro continua a merecer atenção, já que foram recolhidas 48.568 toneladas, ou seja, mais 1 % em comparação com o igual período de 2023. Este destaque deve-se ao facto de ser o único a não cumprir a taxa de reciclagem nacional.
Em relação aos resultados globais, a SPV diz que a manter-se este nível de crescimento “é insuficiente”, podendo comprometer a capacidade de o País alcançar, em 2025, a nova meta de estar a reciclar, pelo menos, 65 % das embalagens colocadas no mercado. Para tal não acontecer, deixa a proposta de que operadores municipais devem priorizar a prestação de um maior nível de serviço, do ponto de vista da qualidade e conveniência, o que “poderá contribuir para o acelerar do desempenho dos níveis da reciclagem”, porque incentiva a uma maior participação dos cidadãos no processo de separação e deposição dos seus resíduos após o consumo.
Entre outras sugestões, incluem-se um maior investimento em inovação e tecnologia, na lógica da economia circular, para otimizar as infraestruturas e trazer modernização; e uma complementaridade às atuais formas de serviço, como os sistemas de recolha porta a porta ou as medidas “pay as you throw”.
“Estamos disponíveis para continuar o trabalho colaborativo, agora com o novo executivo, cuja agenda apresenta determinação em implementar as medidas necessárias para que o País cumpra as metas”, diz Ana Trigo Morais. “O nosso compromisso é total para a evolução do setor, pois é parte fundamental em prol de uma economia cada vez mais circular em Portugal”, conclui.

