De acordo com a organização, esta ferramenta surge como um acelerador estratégico para a evolução sustentável das empresas, independentemente da sua dimensão, do setor onde atuam ou do nível de maturidade em que se encontram. A Jornada da Sustentabilidade assenta em três peças complementares: o questionário de autodiagnóstico, que permite à empresa avaliar o seu nível de maturidade em sustentabilidade; o guia prático, que partilha uma metodologia detalhada que as empresas podem adotar para evoluir em matéria de sustentabilidade; e o toolkit, que reúne documentos e templates que apoiam e aceleram a implementação concreta do guia.
As empresas que queiram integrar a sustentabilidade na estratégia, na operação e na cultura da empresa terão de percorrer sete etapas: autodiagnóstico de maturidade; preparação; análise de materialidade; compromisso e estratégia; plano de ação; monitorização e melhoria contínua; reporte; e cultura e comunicação. De seguida, as organizações conseguirão estar alinhadas com um dos cinco níveis de maturidade, que refletem a sua evolução na integração da sustentabilidade no seu modelo de negócio: despertar; explorar; desenvolver; consolidar; ou influenciar. Mais importante do que o nível de maturidade em que a empresa se encontra no momento, é o compromisso com a progressão ao longo do tempo, recorrendo aos materiais fornecidos no guia prático e no toolkit.
A secretária-geral do BCSD Portugal acredita que a sustentabilidade deixou de ser um “tema periférico” e passou a ser um “pilar essencial” para o sucesso empresarial. Por isso, Filipa Pantaleão explica que esta iniciativa foi pensada para ajudar as empresas a transformar compromisso em ação concreta, com o objetivo de estruturar o seu percurso da sustentabilidade de forma “progressiva, prática e alinhada com as exigências internacionais atuais”.
Simão Raposo

