Ao introduzir tecnologia de medição automática do desperdício alimentar em contexto real de cozinha, o grupo hoteleiro pretende obter dados mais precisos sobre os alimentos descartados, identificando oportunidades de otimização. A iniciativa visa ainda apoiar decisões relacionadas com produção, compras, menus, porções e gestão de buffets.
O projeto-piloto posiciona a Vila Galé entre os operadores que estão a explorar soluções digitais para responder a um dos principais desafios da restauração e da hotelaria: reduzir desperdício evitável sem criar fricção adicional para as equipas. A tecnologia permite identificar que alimentos são descartados, em que quantidades e em que momentos da operação, sem necessidade de introdução manual de dados.
O administrador sublinha que a organização tem vindo a reforçar o compromisso com uma hotelaria mais sustentável, apostando continuamente na inovação e na adoção de soluções que contribuam para uma operação mais eficiente, responsável e preparada para os desafios do futuro. Gonçalo Rebelo de Almeida acredita que esta parceria representa mais um passo neste percurso, permitindo testar uma tecnologia que ajudará a medir, compreender e reduzir o desperdício alimentar gerado nas cozinhas.
A solução da KITRO recorre a uma balança inteligente com câmara integrada, instalada junto aos contentores de resíduos já existentes. Sempre que os alimentos são descartados, o sistema regista o peso, capta uma imagem, e utiliza inteligência artificial e visão por computador para classificar o desperdício. A informação é depois apresentada num painel digital, permitindo às equipas de cozinha, Food & Beverage e operações tomarem decisões mais informadas e acompanharem a evolução dos resultados ao longo do tempo.
Para a marca, a colaboração com o grupo hoteleiro confirma o crescente interesse do setor em soluções que combinam sustentabilidade, eficiência de custos e digitalização das operações.
“A redução do desperdício alimentar começa com dados fiáveis. Quando as equipas conseguem ver com clareza o que está a ser desperdiçado, podem agir de forma mais precisa e perceber que sustentabilidade e eficiência operacional andam sempre a par”, afirma o responsável pelo mercado ibérico, Francisco Ribeiro Corrêa.
Simão Raposo


