Briefing | O Projeto SEAWATCH existe desde 2011. O que levou a Volkswagen Veículos Comerciais a apostar numa parceria com o Instituto de Socorros a Náufragos?
Bruno Esteves | A principal motivação foi a de que o verdadeiro propósito da mobilidade é estar ao serviço das pessoas. Ao longo de mais de 15 anos de colaboração entre a SIVA|PHS, a VWVC e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), construímos muito mais do que uma parceria operacional, mas sim uma relação de confiança, continuidade e compromisso com a segurança balnear em Portugal. Esta aposta surge da nossa convicção de que as empresas podem e devem ter um papel ativo na sociedade, indo além do “produto” em si e proporcionando uma mobilidade com um impacto positivo, capaz de apoiar comunidades e instituições que protegem a vida humana.
Que papel tem esta iniciativa na notoriedade e reputação da Volkswagen Veículos Comerciais?
Esta iniciativa tem um impacto profundo na nossa reputação, pois reflete o compromisso da marca com o apoio a entidades que trabalham diariamente para proteger a vida humana. Ao colocarmos os nossos veículos na linha da frente das operações de vigilância e salvamento, provamos em condições reais a sua robustez, fiabilidade e versatilidade. Para nós, o projeto demonstra uma vontade genuína de estarmos presentes onde a nossa contribuição pode fazer a diferença na segurança dos veraneantes, cimentando a imagem de uma marca responsável e intrinsecamente ligada à proteção e ao serviço público.
Como se enquadra o Projeto SEAWATCH na estratégia de responsabilidade social da Volkswagen Veículos Comerciais em Portugal?
O Projeto SEAWATCH é um exemplo concreto e central da nossa estratégia de responsabilidade social, demonstrando como uma parceria de longo prazo pode gerar valor real para as comunidades. Não se trata apenas de entregar veículos, mas de um compromisso coletivo com a segurança, prevenção e proteção. Esta visão estratégica integra também o esforço conjunto com parceiros fundamentais para a eficácia da operação, como a Volkswagen Financial Services, a BP Portugal e a Generali, que garantem, respetivamente, o financiamento, o combustível e o seguro das viaturas. Juntos, garantimos a sustentabilidade desta missão de apoio ao longo de toda a costa portuguesa.
Este ano, a operação foi reforçada com 32 viaturas e começou ainda antes da época balnear, na Páscoa. Como é que esta evolução reflete as novas necessidades de vigilância e segurança nas praias portuguesas?
As praias portuguesas registam uma forte afluência de visitantes, o que exige um reforço constante da prevenção e da capacidade operacional, especialmente nas praias não vigiadas ou de maior risco. A ativação antecipada na Páscoa, com a entrega de 6 Volkswagen Amarok e 2 ID. Buzz, foi desenhada precisamente para assegurar uma operação nas zonas de maior afluência do país antes do início da época balnear oficial. Esta evolução reflete a necessidade de uma resposta célere e coordenada, provando o valor estratégico de contar com uma mobilidade fiável e bem equipada na prevenção de acidentes e no apoio à segurança pública.
Este ano juntou-se o ID. Buzz à frota. Que papel específico desempenha este modelo na operação, em complemento à Amarok?
As duas viaturas desempenham papéis complementares fundamentais na operação do ISN. Enquanto o Amarok se destaca pela sua capacidade de atuação em terrenos exigentes e difíceis ao longo da costa, o ID. Buzz junta-se à frota para complementar a operação garantindo apoio logístico e a realização de ações de proximidade nas zonas balneares. A inclusão do ID. Buzz traz também uma componente inovadora à frota de 32 viaturas, aliando a versatilidade às necessidades multifacetadas de vigilância e prevenção no terreno.
Que expetativas tem para o balanço desta época balnear em termos de assistências e salvamentos?
A nossa principal expectativa, e o grande foco deste projeto, é a prevenção. Com a distribuição das 32 viaturas pelas capitanias de norte a sul do país e ilhas, equipadas com suportes de salvamento, macas, desfibrilhadores automáticos externos e material de suporte básico de vida, esperamos dar à Marinha Portuguesa e ao ISN todas as ferramentas para uma atuação rápida, eficaz e segura. Historicamente, as nossas viaturas têm apoiado milhares de ações de patrulhamento e salvamento, e esperamos que este ano continuem a fazer a diferença, reduzindo riscos e garantindo a máxima proteção da vida humana para os milhares de visitantes esperados.
Simão Raposo

