Marsh promove empregabilidade de pessoas com deficiência

A Marsh lança a Inclusive Academy, um programa de estágios dirigido a pessoas com deficiência. A iniciativa, desenvolvida em parceria com várias entidades, pretende proporcionar aos participantes as competências técnicas e comportamentais necessárias para responder aos desafios atuais do mundo profissional.

Marsh promove empregabilidade de pessoas com deficiência

A iniciativa nasce do interesse da Marsh na procura de talento com deficiência e da identificação da realidade de que apesar do potencial destes profissionais, existem ainda barreiras no acesso a oportunidades. Desta forma, procura responder a este desafio através de um modelo de integração progressivo, que combina formação, acompanhamento, contacto com diferentes áreas de negócio e experiência profissional real.

O programa tem a duração de um ano e começa com uma primeira fase de quatro meses, dedicada exclusivamente à aquisição e consolidação de competências fundamentais. Durante este período, os participantes frequentam formações em inglês e em ferramentas Microsoft Office, desenvolvem competências comportamentais e participam em pequenos projetos e iniciativas de job shadowing, permitindo conhecer diferentes áreas e serviços da organização. Após este tempo, transitam para a área da empresa que melhor corresponda aos seus interesses e potencial, dando início a uma componente mais prática do estágio, com contacto direto com o trabalho e com projetos para clientes.

Na perspetiva do CEO, a inclusão não pode ficar apenas pela intenção ou pelo cumprimento de uma obrigação legal. Por essa razão, Rodrigo Simões de Almeida sublinha que, com a Inclusive Academy, a intenção é dar esse passo de forma “estruturada e consequente”, criando uma ponte entre jovens com deficiência e o mercado de trabalho e demonstrando que, “quando existem as condições certas, o talento encontra espaço para crescer”.

Para chegar aos participantes, a Marsh contou com o apoio de várias entidades que trabalham na promoção da empregabilidade de pessoas com deficiência, nomeadamente a OED, Valor-T, APSA, IEFP e Associação Salvador. O processo de seleção procurou avaliar não apenas as competências e conhecimentos dos candidatos, mas sobretudo o seu potencial, a sua motivação e a sua adequação ao modelo de formação e desenvolvimento proposto.

O projeto conta ainda com uma equipa interna multidisciplinar, que envolve Recursos Humanos, Facilities, IT, mentores e “buddies” das diferentes áreas de negócio, além de uma coordenadora dedicada exclusivamente ao acompanhamento do programa. Esta estrutura pretende assegurar um acompanhamento próximo dos participantes ao longo de todo o percurso, promovendo não só a sua evolução profissional, mas também a sua integração na cultura e no ambiente de trabalho.

“Mais do que criar um programa de estágio, quisemos criar uma experiência de aprendizagem que desse aos participantes tempo, ferramentas e acompanhamento para ganharem confiança e descobrirem onde podem acrescentar valor”, explica a líder da Portugal GSD, Constança Santa Marta.

Simão Raposo

Quarta-feira, 09 Setembro 2026 11:44


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