Telpark: “As marcas constroem-se sobretudo pelas experiências que proporcionam”

O verão é sinónimo de eventos e, sabendo disso, a Telpark tem vindo a associar-se a algumas das maiores iniciativas do País. A diretora de Operações Off-Street explica que esta estratégia tem uma lógica de longo prazo e que vai muito além do estacionamento. Na perspetiva de Ana Barbosa Leal, a confiança está na base porque quando um utilizador experimenta a plataforma num contexto “particularmente exigente” e tudo corre bem, é mais provável transformá-lo num cliente fiel.

Briefing | A Telpark tem reforçado a presença em eventos como o Rock in Rio, o NOS Alive, o MEO Kalorama ou o Air Invictus. O que motivou esta aposta nos grandes festivais como parte da estratégia de marca?

Ana Barbosa Leal | Gerir a mobilidade de dezenas de milhares de pessoas durante um festival é muito semelhante a gerir uma pequena cidade durante algumas horas. Exige planeamento, tecnologia, capacidade operacional e uma coordenação permanente entre diferentes parceiros para garantir que tudo funciona de forma simples e fluida. É precisamente essa visão que tem orientado a estratégia da Telpark.

Os grandes eventos representam um dos contextos mais exigentes da mobilidade urbana. Em poucas horas concentram milhares de pessoas que precisam de chegar, estacionar, circular e regressar a casa de forma eficiente. Acreditamos que a experiência começa muito antes da entrada no recinto. Começa no momento em que cada pessoa planeia a sua ida ao evento.

É por isso que queremos afirmar a Telpark como um verdadeiro parceiro de mobilidade. Não nos limitamos a disponibilizar estacionamento. Trabalhamos para integrar soluções que permitam simplificar toda a jornada do utilizador, desde o planeamento da deslocação e da reserva antecipada até à chegada ao destino, em articulação com organizadores, municípios e outros parceiros do ecossistema de mobilidade.

Acreditamos que existe um enorme potencial para desenvolver modelos de mobilidade cada vez mais integrados, não apenas em grandes festivais, mas também em eventos desportivos, culturais e nas deslocações do dia a dia nas nossas cidades.

Hoje, as marcas constroem-se sobretudo pelas experiências que proporcionam. O nosso papel é utilizar tecnologia e conhecimento operacional para eliminar fricção e proporcionar uma experiência simples, previsível e conveniente. Mais do que gerir estacionamento, queremos contribuir para gerir a mobilidade das cidades e dos grandes eventos, colocando sempre o utilizador no centro da experiência.

Como se transforma um serviço tradicionalmente funcional, como o estacionamento, numa experiência relevante para o utilizador num contexto de festival?

A chave está em deixar de olhar para o estacionamento como um momento isolado e passar a olhar para toda a jornada do utilizador. A experiência começa quando a pessoa decide como se vai deslocar ao evento. A possibilidade de reservar estacionamento antecipadamente, saber exatamente para onde vai, evitar filas e gerir tudo através da aplicação reduz uma parte significativa da ansiedade normalmente associada aos grandes eventos.

Hoje, as pessoas valorizam sobretudo tempo, simplicidade e previsibilidade. Não procuram apenas um lugar para estacionar; procuram uma experiência sem complicações.

Que papel desempenham a tecnologia e a digitalização na forma como a Telpark se relaciona hoje com os seus utilizadores?

A tecnologia é hoje muito mais do que uma ferramenta operacional. É o principal ponto de contacto entre a Telpark e os seus utilizadores. Através da aplicação, os clientes podem reservar estacionamento antecipadamente, efetuar pagamentos digitais e gerir toda a sua experiência de mobilidade de forma simples, rápida e intuitiva.

Mas a digitalização vai além da conveniência. Permite-nos compreender melhor os padrões de utilização, antecipar necessidades e melhorar continuamente os nossos serviços. Quanto melhor conhecemos os hábitos dos utilizadores, maior é a nossa capacidade para desenvolver soluções adaptadas às suas expectativas.

Como avalia a Telpark o retorno destas iniciativas, entre notoriedade de marca, experiência do utilizador e aquisição de novos clientes?

Naturalmente acompanhamos indicadores como o número de reservas, a adesão à aplicação, a aquisição de novos utilizadores e a utilização dos nossos serviços após cada evento. São métricas fundamentais para medir o impacto destas iniciativas. Mas existe um indicador igualmente importante: a confiança.

Quando um utilizador experimenta a Telpark num contexto particularmente exigente, como um grande festival, e percebe que toda a experiência decorreu de forma simples e eficiente, essa confiança prolonga-se para futuras utilizações. É por isso que encaramos estes eventos numa lógica de longo prazo.

Mais do que responder às necessidades daquele dia, queremos construir uma relação duradoura com os nossos utilizadores e fazer da Telpark uma escolha natural sempre que pensam em mobilidade.

Os números do Rock in Rio e do NOS Alive deste ano mostram crescimento nas reservas e nas adesões à aplicação. O que explica esta evolução?

Penso que estes resultados refletem uma mudança clara na forma como as pessoas vivem a mobilidade. Existe uma preocupação crescente em planear antecipadamente as deslocações e recorrer a soluções digitais que ofereçam conveniência, previsibilidade e poupança de tempo. Ao mesmo tempo, a Telpark tem vindo a consolidar a sua presença nos grandes eventos, demonstrando na prática o valor das suas soluções.

No Rock in Rio registámos mais de 3100 reservas, um crescimento de 14 % face à edição anterior. No NOS Alive ultrapassámos as 2300 reservas, representando um crescimento de 25 % relativamente ao ano passado.

Mais do que os números, estes resultados demonstram que os utilizadores valorizam cada vez mais soluções digitais que lhes permitem chegar ao destino sem preocupações e aproveitar melhor toda a experiência do evento.

Que outros eventos ou formatos está a Telpark a equacionar para dar continuidade a esta estratégia?

O nosso objetivo não passa apenas por estar presente em mais eventos. Queremos estar presentes nos momentos em que a mobilidade faz verdadeiramente a diferença para a experiência das pessoas.

Continuaremos a analisar oportunidades ligadas a eventos culturais, desportivos e de entretenimento, mas também outros contextos urbanos onde possamos integrar soluções que promovam uma mobilidade mais eficiente, sustentável e centrada no utilizador. Acreditamos que existe um enorme potencial para reforçar a colaboração entre organizadores de eventos, municípios, operadores de transporte e parceiros de mobilidade, criando soluções integradas que simplifiquem a deslocação das pessoas antes, durante e depois dos eventos.

Essa visão vai muito além dos festivais. É também a forma como imaginamos a mobilidade do futuro nas cidades: mais digital, mais integrada e construída através da colaboração entre diferentes parceiros. É essa a visão que continuará a orientar a Telpark: evoluir de operador de estacionamento para parceiro de mobilidade, contribuindo diariamente para cidades mais inteligentes e para uma melhor experiência de quem nelas vive, trabalha ou visita.

Simão Raposo

Terça-feira, 21 Julho 2026 12:41


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