Entre microfones e câmaras, Rui Simões foi afinando um estilo desinibido e com uma pitada de humor. Da rádio, herdou o peso das palavras; da televisão, o à-vontade em frente às câmaras; e do digital, a liberdade de ser exatamente quem é. Privilegia projetos que lhe dizem algo e quando “Bate Pé” está em casa.
A característica que melhor define o seu estilo de comunicação
Diria desinibido. Sem muitos filtros e misturando sempre um pouco de humor, porque, na verdade, é assim que encaro também o meu dia a dia.
Em que momento percebeu que comunicar com o público era o caminho?
Acho que foi ao ver o “Curto Circuito”, quando era adolescente. Lembro-me de ver os apresentadores da altura e pensar que aquelas pessoas pareciam estar a divertir-se muito enquanto trabalhavam e, naquele momento, eu quis isso para mim.
O que aprendeu ao passar por televisão, rádio e digital?
Com a televisão, aprendi a contactar com pessoas novas e diferentes, e ganhei um maior à-vontade à frente das câmaras. Na rádio, percebi o verdadeiro significado de fazer companhia num meio tradicional e o peso das palavras nesse processo. Já no digital, aprendi que haverá sempre alguém que se vai identificar contigo tal e qual como tu és. É talvez o meio com maior liberdade, onde as pessoas se mostram tal e qual como são fora das câmaras. Talvez o meio mais autêntico. Haverá sempre pessoas a não gostar, mas isso também faz parte.
O que o torna um bom comunicador hoje em dia?
Tenho certamente ainda muito para aprender, claro, mas a base será sempre o facto de gostar muito de o fazer. Isso passa para o público e, de forma natural, faz com que se identifiquem comigo, com o meu trabalho e com a forma como comunico.
Diz que sim a um projeto quando…
Esse projeto promove algo que eu gosto e/ou consumo, e quando acho que dali vai sair algo que as pessoas vão achar engraçado ou, pelo menos, que vão gostar de ver.
Como equilibra o lado mais descontraído do digital com o registo televisivo?
Neste momento, consigo manter uma vertente descontraída em ambos. Até porque o programa que faço na SPORT TV é em estilo vox pop, o que implica muito improviso e, também, muita descontração.
Comunicar com o público é…
É algo que faço naturalmente, sem grande planeamento. Acho que isso se pode ver pelas minhas redes sociais, por exemplo. Vou partilhando os momentos mais caricatos do meu dia, sem grandes filtros, sem grande produção.
O projeto mais marcante do seu percurso até agora
O podcast “Bate Pé”, sem dúvida. É o projeto onde tenho a oportunidade de me expressar de forma mais livre e autêntica.

