O estudo demonstra o forte efeito multiplicador da atividade cervejeira na economia nacional. Em 2024, por cada euro pago diretamente em remunerações pelo setor, foram gerados 32,5 € em salários no conjunto da economia, num total de 2,8 mil milhões de euros em remunerações.
Os dados revelam ainda que o setor gerou 130.612 € de valor acrescentado por trabalhador, quase três vezes acima da média da economia portuguesa. Além disso, cerca de 70 % da cerveja comercializada no País é consumida através do canal da restauração, hotelaria, cafés e bares, o que faz de Portugal o mercado europeu onde o consumo fora de casa tem maior peso.
A associação divulga também dados preliminares relativos ao primeiro semestre de 2026, que apontam para um crescimento de 1,67 % das vendas de cerveja no mercado nacional, face ao mesmo período do ano passado. O principal destaque vai para a cerveja sem álcool, cujas vendas aumentaram cerca de 12 % e cuja produção cresceu quase 17%, confirmando a tendência de crescimento deste segmento.
Segundo o relatório “European Beer Trends 2026”, da Brewers of Europe, enquanto a produção e o consumo de cerveja recuaram na União Europeia em 2025, a categoria sem álcool continuou a crescer, representando atualmente uma em cada 12 cervejas consumidas no espaço europeu.
Carolina Neves

