Num cenário de incerteza económica, crescente pressão sobre os orçamentos e rápida evolução da inteligência artificial, o relatório alerta para uma transformação profunda na forma como os consumidores descobrem, avaliam e compram produtos e serviços.
O documento sublinha que uma das mudanças mais significativas está relacionada com a crescente utilização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA). Além disso, é referido que o comércio digital também deverá sofrer alterações significativas, com os agentes de IA a assumirem um papel cada vez mais relevante na comparação de produtos, avaliação de alternativas e realização de transações em nome dos consumidores.
Nesse seguimento, a Incubeta prevê que as sete tendências que vão marcar 2027. A primeira é a visibilidade nos motores de resposta de IA, em que as insígnias terão de ir além do posicionamento nos motores de pesquisa tradicionais. A seguinte é a soberania dos dados e conhecimento empresarial, sendo que as empresas terão de desenvolver infraestruturas seguras que permitam transformar informação sobre clientes, produtos e campanhas em conhecimento estratégico. Outra está relacionada com o comércio agêntico e novos processos de compra, visto que os agentes de IA terão um papel crescente na pesquisa, comparação e aquisição de produtos em nome dos consumidores.
Entre as outras tendências elencadas estão a criatividade inteligente e atenção do consumidor, havendo a convicção que a combinação entre criatividade humana, tecnologia e análise de dados será essencial para desenvolver campanhas relevantes e capazes de captar a atenção dos consumidores. Outra das previsões é que a utilização de perfis de consumidores simulados por IA permitirá testar conceitos, mensagens e estratégias antes do lançamento de campanhas, acelerando a análise de mercado e a identificação de oportunidades.
Além disso, o whitepaper revela que modelos como o Marketing Mix Modeling e os testes de incrementalidade permitirão avaliar melhor o retorno dos investimentos. Por fim, é destacado que a transformação digital exigirá uma maior colaboração entre marketing, tecnologia, finanças e gestão.
A Country Manager em Portugal afirma que as insígnias têm de garantir que cada investimento em tecnologia e inteligência de marketing contribui para proteger margens, melhorar a eficiência e gerar receita incremental. “É fundamental preparar as marcas para uma nova realidade de descoberta e compra mediada por IA, em que a visibilidade e a capacidade de demonstrar resultados serão determinantes para a competitividade”, conclui Patrícia Nabeto.
Simão Raposo

