A EastBanc reforça comunicação para mostrar o impacto no Príncipe Real

Depois de mais de duas décadas a transformar o Príncipe Real, a EastBanc quer dar mais voz ao seu trabalho em Portugal. A empresa de gestão e promoção imobiliária aposta agora numa comunicação “mais robusta” para dar a conhecer o impacto que tem na regeneração deste bairro lisboeta. A Head of Leasing and Marketing da EastBanc Portugal, Filipa Valle Teixeira, explica como a marca quer afirmar o seu posicionamento no mercado e projetar a sua visão para o futuro.

A EastBanc reforça comunicação para mostrar o impacto no Príncipe Real

Briefing | Como é que EastBanc chegou a Portugal há mais de 20 anos e porquê o foco no Príncipe Real?

Filipa Valle Teixeira | A EastBanc chegou a Portugal há mais de duas décadas, impulsionada pela visão do presidente da empresa, Anthony Lanier. O foco no Príncipe Real, embora pareça uma decisão estratégica imediata, foi, na verdade, uma feliz coincidência. Inicialmente, a EastBanc considerou investir em zonas como a Baixa e a Lapa, mas o primeiro edifício que encontrámos – na Rua da Escola Politécnica – despertou um interesse profundo.

Foi a partir daí que concluímos que o Príncipe Real era o lugar ideal. Não apenas pelas suas vistas extraordinárias sobre a cidade e o Rio Tejo, mas pela sua centralidade e a possibilidade de viver a cidade a pé, sem necessidade de utilizar o carro. O objetivo passou a ser transformar a zona num bairro de charme, com uma vivência de vila, conciliando a proximidade ao centro de negócios e, ao mesmo tempo, com qualidade de vida. Desde o início, este não foi um projeto meramente imobiliário, mas sim um projeto de coração, onde o encanto do Anthony pela cidade e pelo bairro foram o motor do investimento.

O Príncipe Real é hoje um dos bairros mais valorizados de Lisboa. Que papel teve (e tem) a EastBanc na transformação deste território?

O papel da EastBanc na transformação do Príncipe Real foi e continua a ser o de um agente de regeneração urbana com uma abordagem muito característica. Em vez de simplesmente reabilitar, a nossa missão é recuperar edifícios, dar-lhes uma nova vida, mas mantendo sempre presente a história e identidade do edifício original. A nossa aposta na reabilitação de edifícios com bons arquitetos, como o premiado Souto Moura, e acabamentos de qualidade, tem como objetivo atrair novos conceitos modernos e inovadores, e que possam contribuir para a revitalização deste bairro. Procuramos criar um portefólio mix-used, com espaços de comércio, serviços e escritórios de qualidade, para que o Príncipe Real ganhe mais vida e se torne um bairro atrativo tanto para residentes, como para visitantes. O nosso papel é, em última instância, preservar o charme e a alma do bairro, enquanto o preparamos para o futuro, tornando-o diferenciador.

Como descreveria o posicionamento da EastBanc no panorama imobiliário português? Em que se distingue?

A EastBanc posiciona-se no mercado imobiliário português como um promotor de longo prazo, o que nos distingue dos modelos de negócio tradicionais, que são focados na reabilitação e venda de ativos. A nossa estratégia de manter os edifícios sob a nossa gestão e fazer curadoria contínua é a grande diferença. O objetivo principal não é o lucro imediato, mas sim a construção de um bairro equilibrado, cuidadosamente pensado e que corresponda ao posicionamento que consideramos mais adequado para esta zona da cidade.

Depois de duas décadas de presença em Portugal, este é o momento de reforçar a comunicação da marca?

Sim, sem dúvida. O facto de termos uma história sólida de mais de 20 anos em Portugal e uma atuação tão significativa e diferenciadora no Príncipe Real torna este o momento ideal para comunicar de forma mais robusta. O nosso crescimento e a consolidação do portefólio justificam agora um reforço da comunicação, com o objetivo de mostrar o nosso posicionamento único, o impacto positivo na cidade, e a capacidade de inovação e adaptação às novas tendências e necessidades do mercado.

A EastBanc fala de “curadoria urbana” mais do que de reabilitação. O que significa exatamente este conceito para a marca?

Para a EastBanc, o conceito de “curadoria urbana” é uma filosofia de trabalho, onde nos especializamos e que consideramos ser o que nos distingue dos restantes players do. mercado. A nossa estratégia a longo prazo e a gestão contínua dos nossos ativos permite-nos gerir um portefólio de espaços diversos e escolher criteriosamente as marcas que mais sentido fazem para o bairro. O objetivo é manter um equilíbrio que faça do Príncipe Real um local único, inovador e distinto.

Olhamos para os nossos arquitetos como os artistas, e trabalhamos conjuntamente para transformar e acrescentar valor em todos os projetos. Desta forma, procuramos atrair marcas diferentes, inovadoras e sustentáveis, mas sempre com valores alinhados aos do bairro, garantindo que o Príncipe Real se mantém como um dos bairros mais trendy e cool da Europa.

Quais são as ambições da marca para os próximos anos, em Portugal?

A nossa atuação em Portugal tem estado focada no Príncipe Real, uma zona onde ainda temos muito para desenvolver e consolidar. A ambição é continuar a investir na aquisição de mais edifícios e no desenvolvimento contínuo dos nossos ativos neste bairro. No futuro, gostaríamos de explorar projetos de maior dimensão e que nos permitam construir de raiz. Mas, por agora, o foco e a paixão permanecem em Lisboa e no nosso “projeto do coração”, que é o Príncipe Real.

Quinta-feira, 21 Agosto 2025 11:56


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