Não quer que seja uma agência grande porque, na verdade, não acredita nas estruturas de grande dimensão. Reconhece que, segundo o bom senso, esta poderá não ser a melhor altura para abrir uma nova agência criativa, mas nos últimos anos – diz – foi percebendo que o paradigma da dimensão está a mudar.
Nos tempos retratados em Mad Men, exemplifica, eram precisas 50 pessoas para fazer um filme; hoje quase pode bastar uma com talento e um computador. Além de que, numa agência com 50 pessoas, a estrutura de custos é brutal. Hoje há agências com duas pessoas que – afirma Tiago Viegas – se “batem de igual para igual com as grandes”. E dá um exemplo nacional – O Escritório, que ganha prémios e contas de relevo – e outro internacional – a norte-americana Droga5, que “muitas vezes faz um melhor trabalho e tem melhores resultados do que a maioria das grandes empresas”.
Tiago Viegas acredita mesmo que este é o tempo de reinventar o negócio das agências criativas, de encontrar “um modelo mais próximo do que será o futuro da indústria”, até porque – comenta – “o presente está mais ou menos decadente”.
Este não é, contudo, um projeto a solo. Os contactos “estão a acontecer”, mas Tiago mantém a reserva. Tal como mantém em relação aos clientes, afirmando apenas que não contactou os que tinha na Brandia Central. Deixou a agência de que era diretor criativo para “fazer uma coisa diferente”, para se dedicar aquilo que gosta de fazer mas sem a dispersão de atenção inerente a uma estrutura maior.
Fonte: Briefing


