As redes sociais dominam no investimento publicitário. Quem o diz é a WARC Media

As redes sociais são o maior canal para investimento publicitário, de acordo com a WARC Media. Em reação a este resultado, o Head of Content da consultora, Alex Brownsell, afirma que grande parte do sucesso destas plataformas foi impulsionado pelo “notável renascimento” da Meta.

As redes sociais dominam no investimento publicitário. Quem o diz é a WARC Media

Segundo os dados divulgados, a estimativa é que os gastos nas redes sociais deverão totalizar os 247,3 mil milhões de dólares em 2024, o que corresponde a um aumento de 14,3 % em relação ao ano anterior. Outra das conclusões é que as plataformas ocidentais estão a crescer mais rapidamente, alimentadas por marcas chinesas que visam o público dos Estados Unidos (EUA) e da Europa.

Em relação à Meta, o relatório da WARC Media prevê que esta empresa possa vir a ultrapassar a televisão linear em receitas de publicidade, já em 2025. Isto deve-se à tendência de crescimento do Facebook e do Instagram, que, no primeiro trimestre de 2024, tiveram uma receita publicitária correspondente a 63 % da despesa global. Em sentido contrário, encontra-se o TikTok, que teve uma subida muito abaixo do ano anterior, devido à ameaça dos EUA de banir esta plataforma.

Outra das novidades que se encontra no horizonte destas empresas é a utilização da Inteligência Artificial (IA), que permite automatizar o planeamento criativo e dos meios de comunicação, e está a tornar-se cada vez mais popular entre os anunciantes. “A IA oferece novas oportunidades incríveis, fornecendo anúncios contextuais com vários anunciantes, mas isso pode não ser adequado para todas as marcas – como aquelas que precisam de considerar fortemente a exclusividade e a adjacência”, afirma a Global Head of Social da PHD Global, Rachel Morman.

Apesar de estarem disponíveis ferramentas que permitem auxiliar na execução de algumas tarefas, a Global Head of Social do GroupM, Gillian Collison, considera que o desafio continua a ser permitir que as insígnias consigam aproveitar os seus próprios dados e análises “para compreenderem os públicos-alvo a um nível mais profundo, permitindo experiências personalizadas em todos os meios”.

Simão Raposo

Quinta-feira, 02 Maio 2024 12:49


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