É o country manager para Portugal da Cemusa, Antoine Blanchys Ferreira, que dá conta dessa ambição, alicerçada na recetividade que os produtos saídos da Cemusa Tec têm tido além-fronteiras.
Criado há dois anos, o pólo de inovação da Cemusa foi instalado em Portugal porque – diz – é um “país muito interessante em termos tecnológicos”, com uma mão de obra qualificada e flexível, uma capacidade de invenção forte e uma inovação proactiva, que são reconhecidas internacionalmente.
Exportar estas competências é precisamente o que a Cemusa se propõe. “Somos uma multinacional com capacidade para levar esta mensagem a anunciantes fora do país”, adianta. O que já está a ser feito em articulação com as filiais da empresa noutros pontos do globo: a inteligência das soluções será desenvolvida em Portugal e o desenvolvimento técnico pode ficar parcial ou totalmente a cargo das estruturas locais, dependendo do projeto.
Inovar e exportar é a alternativa num mercado em que, devido à situação do país, há poucos projetos: “Os casos de sucesso são para exportar”. Muitas das soluções propostas pela Cemusa Tec destinam-se ao segmento de consumer goods. Ora, diz a experiência de Blanchys Ferreira, as limitações orçamentais estão a fazer desviar recursos da publicidade para as promoções, com o preço a pesar mais nas decisões de investimento.
O outdoor tem sido a exceção a este trade off, sustentando o responsável da Cemusa que tem havido um esforço para investir em criatividade diferenciada. E o que a Cemusa Tec se propõe é ir mais longe do que os volumétricos, colocando a tecnologia ao serviço da publicidade exterior.
Uma postura que – sublinha – valeu à empresa o segundo lugar no MediaScope de 2011 em inovação e tecnologia. “Esta distinção vem demarcar um meio considerado tradicional relativamente a outros meios. A competitividade entre meios é global, já não competimos dentro do mesmo meio, antes lutamos pelo media mix“.
É nesta “luta” que entram as mais recentes soluções da Cemusa Tec, apresentadas no Portugal Open por Carlos Botão, responsável pela inovação digital da empresa: o mais recente é o ecrã transparente, que pode ser aplicado, por exemplo, a montras de loja, mas também a museus, ou ainda a frigoríficos, funcionando como uma solução de vendas para marcas presentes no canal horeca. Vicky e Microsoft são marcas que já beneficiaram da inovação dos ecrãs transparentes. Realidade aumenta e experiências imersivas são outras das propostas de ativação de marca made in Portugal.
Fonte: Briefing

