A Crioestaminal declara respeitar “todas as opiniões, científicas ou não” sobre a utilidade das células estaminais, salientando, porém, que o recurso às mesmas “podem ser utilizadas para o tratamento de doenças do sangue (oncológicas ou não-oncológicas)”, uma vez que estas células “são responsáveis pela produção de todas as células do sangue e do sistema imunitário”.
De acordo com o Diário Económico, que por sua vez cita a agência Lusa, o deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, médico de profissão, protestou contra o anúncio, tendo inclusive endereçado uma carta, na passada sexta-feira, ao Instituto do Sangue e da Transplantação. Nela pedia a “suspensão imediata da campanha e a abertura de um processo de averiguações para apurar responsabilidades e consequências daquele anúncio”.
O deputado foi mais longe e referiu mesmo que a publicidade é enganosa por estabelecer uma relação direta entre a preservação e utilização futura das células do cordão umbilical e o tratamento de várias doenças patológicas, o que, de acordo com o médico, “não tem qualquer base técnica e científica”.
Fonte: Diário Económico

