O empresário falava aos jornalistas na inauguração de dois hotéis na herdade que o grupo possui em Santa Vitória, Beja, onde se estreou, há 22 anos, com o Vila Galé Clube de Campo. Esta unidade, que, de acordo Jorge Rebelo de Almeida, foi diferenciadora por oferecer “verdadeiramente” turismo rural: isto porque se insere numa propriedade agrícola que possui 400 hectares de olival, 130 de vinha e 100 de fruta e onde é possível desfrutar das atividades proporcionadas pela quinta e pela horta pedagógica.
São estas características e valências que justificam a evolução do conceito para Vila Galé Alentejo Vineyards, um hotel dedicado ao enoturismo, olivoturismo, gastronomia e experiências gastronómicas e de enologia, com provas de vinhos e formação.
Na propriedade tem, agora, a companhia do Vila Galé Collection Monte do Vilar, um agroturismo de charme vocacionado para maiores de 16 anos, pensado para quem pretende usufruir de uma estadia tranquila em comunhão com a natureza.
E este fim de semana foi inaugurado oficialmente aquele que Jorge Rebelo de Almeida define como um “hotel inesperado”: o Vila Galé Nep Kids. Trata-se de um hotel direcionado para os mais pequenos, onde os adultos só entram se acompanhados de crianças.
Com 80 quartos familiares, com capacidade para dois adultos e duas crianças, alguns com beliches e escorrega, tudo está pensado para a diversão: parque aquático com várias piscinas, um lago, uma pista de condução, slide, paredes de escalada, trampolins, carrossel, salas de cinema e de videojogos, discoteca e spa. Trata-se de um investimento de 13 milhões de euros, que gerou 40 postos de trabalho.
Estas duas novas unidades na herdade alentejana culminam as aberturas planeadas para este ano, depois dos Vila Galé Collection São Miguel e Tomar. Estes quatro hotéis traduzem um investimento de 50 milhões de euros.
“Abrimos hotéis em segmentos que nos parecem importantes”, comenta, a propósito, o presidente do grupo, recordando que, em contexto de pandemia, a Vila Galé abriu quatro hotéis, uma central de frutas e a sede da empresa, em Oeiras.
“O importante é ter desafios. Alcançar essas metas dá um grande prazer depois”, partilha, enfatizando a sua “paixão pela hotelaria”: “Não é só ter camas para alugar, é proporcionar experiências e dar prazer às pessoas.”
E é isso que o faz expandir o negócio, com mais quatro hotéis em Portugal no horizonte: em Ponte de Lima, com a reconversão do Paço do Curutêlo; em Elvas, com a recuperação de uma antiga fábrica de concentrado de ameixa no centro da cidade; em Miranda do Douro, com uma unidade de raiz a piscar o olho a Espanha; e, finalmente, em Oeiras, o Paço de Caxias, ao abrigo do programa Revive.
E que o faz alargar as incursões por outros países a Espanha e Cuba. Sobre o projeto no país vizinho, Jorge Rebelo de Almeida não quis adiantar pormenores, sabendo-se apenas que será um hotel com um parceiro de negócio. Já em Cuba, a primeira unidade abre em setembro, em Cayo Paredón, estando prevista uma segunda em Havana.
Quando estes projetos abrirem portas, o grupo passará a contar com 48 hotéis – 35 em Portugal, dez no Brasil, dois em Cuba e um em Espanha.
Fátima de Sousa

