Eis as impressões de Marcelo Lourenço em “direto” para o Briefing:
“O El Ojo trouxe boas e más notícias para a publicidade portuguesa.
Primeiro, as más: na categoria TV, onde participei como jurado, estamos mal – as mesmas fórmulas, as mesmas marcas, o mesmo tipo de filme que se fazia há cinco anos. É fácil entender o porquê: a maldita da crise. Temos tido pouco renovação, há menos marcas a investir e as poucos que investem preferem seguir com o mesmo template que dava certo há cinco anos. Ser original é sempre um investimento. E em tempos de crise ninguém quer correr riscos.
Por falar em investimento, as inscrições nos festivais diminuíram muito – e daí termos cada vez menos peças a concurso. Em algumas categorias, o número de peças portuguesas não chegava ao número mínimo do shortlist – cinco peças. Quase tão deprimente quanto ouvir o noticiário na TSF.
As boas notícias não são exatamente notícias mas um palpite: acho que no digital Portugal vai se dar bem. Tenho visto no digital muitas marcas a transformar o limão numa limonada e fazer coisas sensacionais e a fazer jus a esta fantástica tradição portuguesa de encontrar saídas inovadores diante da crise. Por isso, as minhas esperanças de ver premiada a criatividade nacional vem do digital. Como jurado do El Ojo Clássico, não cheguei a votar (nem a ver) nenhuma das categorias web. Mas fica aqui o meu palpite – e a minha esperança”.
Fonte: Briefing

