Na Konica Minolta, de acordo com o ESG & Certifications Specialist, Marco Lourenço, o propósito evoluiu de narrativa para a estratégia da gestão: definindo prioridades, governando iniciativas, e orientando para a criação de valor para clientes, pessoas e sociedade.
A Konica Minolta estruturou o ESG como disciplina de gestão: governança, transparência, gestão de risco e criação de valor para clientes. Em Portugal, avança Marco Lourenço, isto aparece em iniciativas com métricas e planos: pegada carbónica, auditoria energética, circularidade, programas sociais e auditorias.
“Os clientes passaram a exigir maiores compromissos e evidências referentes ao seu desempenho ESG e aos seus valores. Passaram a esperar que as marcas assumam responsabilidade pelo seu impacto ambiental e social, demonstrem coerência e sejam transparentes. Hoje, já não basta oferecer um bom produto ou serviço: espera-se que as empresas contribuam positivamente para a sociedade, respeitem as pessoas e o planeta, e sejam éticas na forma como operam”, defende o ESG & Certifications Specialist da marca em Portugal.
Na Konica Minolta, segundo o responsável, isso reflete-se na crescente valorização de critérios ESG em processos de compra, concursos públicos e parcerias estratégicas. “O Relationship Survey tem mais dados sobre esta importância, mas a nível europeu, o grupo pretende reforçar o seu compromisso”.
Para construir uma relação de confiança entre marcas e cliente existem, de acordo com Marco Lourenço, pilares fundamentais.
– Evidência e mensurabilidade: medir e auditar (pegada carbónica, auditorias energéticas, auditorias de privacidade e AML/CTF);
– Consistência e escalabilidade: normalizar respostas ESG, e capacitar equipas de vendas e concursos via knowledge base e tender agent para aumentar consistência e qualidade;
– Governança e transparência: reforço de governação, transparência e gestão de risco como parte explícita da missão;
– Relevância para o cliente: transformar ações em valor para o cliente e apoio no cumprimento dos seus objetivos;
– Coerência cultural interna: medir e melhorar o impacto percebido pelos colaboradores e promover engagement com ações internas.
Responsabilidade social/investimento estratégico
Quando a responsabilidade social deixa de ser vista como custo e passa a ser encarada como investimento estratégico, permite o equilíbrio, de acordo com Marco Gonçalves, entre a pressão por resultados e o trabalho social de uma marca.
“Na Konica Minolta, práticas como eficiência energética, economia circular, bem-estar dos colaboradores e boa governança contribuem para reduzir riscos, aumentar eficiência operacional, fortalecer relações comerciais e proteger a reputação da marca. Ou seja, resultados financeiros e impacto positivo não são opostos, são cada vez mais interdependentes. Assumindo que o equilíbrio se atinge quando ESG deixa de ser ‘extra’, e passa a ser alavanca de negócio e de mitigação de risco”, esclarece.
O ESG & Certifications Specialist da Konica Minolta Portugal está em crer que futuramente o propósito será um ponto de partida, não um diferencial por si só. “O que diferenciará as marcas será a capacidade de provar impacto real, com dados fiáveis, integração do ESG na cadeia de valor e inovação responsável. Tecnologia, digitalização, inteligência artificial e sustentabilidade terão de caminhar juntas, com foco na criação de valor partilhado. Marcas que não consigam demonstrar resultados concretos perderão relevância”, justifica, acrescentando que, nos próximos anos, a relação entre marcas e sociedade vai ser menos sobre promessas e mais sobre prova: impacto mensurável, transparência e consistência.
“Na Konica Minolta, estamos a transformar ESG em prática diária, com governança e gestão de risco, iniciativas de circularidade e descarbonização, e mecanismos de escuta a clientes e colaboradores. A confiança passará a ser construída com dados, auditorias e resultados, não apenas com comunicação. A sociedade, os clientes, vão exigir evidências, mais do que intenções. Na Konica Minolta, há uma preocupação cada vez maior com o greenwashing, e a melhor resposta para a transparência é a fiabilidade de dados e uma comunicação responsável para garantir consistência e rigor nas afirmações ESG”, concluiu o porta-voz da Konica Minolta Portugal.


