Mafalda Magrini entre viagens e contos de fadas

Viajar, ler e redescobrir o mundo são os pontos de encontro das escolhas da Communications Manager do grupo Memmo Unforgettable Hotels. Mafalda Magrini revela que alterna entre podcasts de humor e viagens, recupera clássicos da literatura e confessa que os filmes da Disney ganharam um novo significado desde que os passou a ver com a filha.

Mafalda Magrini entre viagens e contos de fadas

Que podcast estou a ouvir

Depende muito da viagem. Nas deslocações mais curtas para o trabalho, o “Extremamente Desagradável” continua a ser a minha escolha de sempre. Faz-me rir, surpreende-me e lembra-me que a realidade consegue ser ainda mais caricata do que a ficção. Quando tenho mais tempo, viajo com o “The Travel Diaries”, que já vai na 16.ª temporada. Cada convidado leva-nos aos lugares que mais o marcaram e acaba sempre por me acrescentar um destino à lista — ou por me fazer olhar para um sítio com outros olhos. Sou também uma fiel seguidora da “SheerLuxe” (revista online britânica) e não falho o podcast semanal. É quase uma extensão da revista: uma conversa descontraída onde se fala de tudo o que gosto de consumir — viagens, hotéis, restaurantes, livros, exposições, moda e pequenas descobertas que acabam sempre por inspirar a próxima escapadinha. É quase como uma reunião de redação.

Um livro que estou a ler

“Depois do Divórcio”, de Grazia Deledda. A minha mãe tem uma casa cheia de livros e, de vez em quando, gosto de ir “às compras” às estantes dela. Folheio alguns, leio as primeiras páginas e escolho um para trazer comigo. Confesso que sou um bocadinho exigente com a escrita e acabo por abandonar facilmente os livros que não me conquistam. Leio quase sempre autores portugueses, mas, como sou metade italiana, achei que fazia sentido descobrir Grazia Deledda, a segunda mulher (e a primeira italiana) a receber o Prémio Nobel da Literatura. É curioso perceber como um romance publicado em 1902 continua a levantar questões sobre o peso das convenções sociais, o amor e a liberdade individual que, de formas diferentes, continuam muito atuais. É daqueles livros que nos lembra que a boa literatura não tem prazo de validade.

Uma música que não me sai do ouvido

“Acenda o Farol”, do Tim Maia. É uma música que sabe a verão e que me transporta automaticamente para fins de dia ao ar livre, com amigos, boa comida e sem pressa. É impossível ouvi-la e não ficar bem-disposta.

O que ando a ver

Neste momento, por mais estranho que possa parecer, troquei as séries pelos clássicos da Disney, que vejo com a minha filha de três anos. Ela está a descobri-los pela primeira vez e eu estou a redescobri-los com outro olhar. Além dos filmes mais antigos, há também espaço para outros mais recentes, como o Frozen, a Vaiana ou Entrelaçados, que nunca tinha visto. E tem sido muito especial voltar a este mundo pelos olhos dela, ver como interpreta as histórias, como reage às personagens e como se deixa envolver por este universo encantado. Numa altura em que o mundo lá fora é tantas vezes marcado por notícias difíceis, guerras e desastres naturais, estes instantes em família acabam por ser uma forma simples de desacelerar e de entrar, durante algum tempo, num lugar mais leve. E é muito bom termos este ritual juntas.

Sexta-feira, 28 Agosto 2026 12:47


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