No País, 59% das organizações afirmam já ter alcançado reduções de custos e ganhos de eficiência através da IA, a percentagem mais elevada entre Portugal, Alemanha, Espanha e Países Baixos, segundo o estudo “Tech Reality Check 2026”, da Conclusion, fornecedora internacional de serviços de transformação empresarial e IT. Além disso, 56 % indicam melhorias na prestação de serviços a clientes ou cidadãos, colocando também o mercado português na liderança deste indicador.
“É muito positivo verificar que a maioria das organizações portuguesas já está a retirar ganhos de eficiência da IA. Mas a eficiência é apenas o primeiro passo. As organizações mais competitivas serão aquelas que conseguirem utilizar a IA para redesenhar processos, acelerar a inovação e transformar o negócio. Essa evolução exige uma estratégia clara, dados de qualidade e um modelo de governação que permita escalar a IA de forma sustentável”, afirma a Managing Director da Conclusion Iberia, Célia Vieira.
Apesar dos resultados, o estudo revela que a transformação digital no País continua a assentar numa base pouco consolidada. Apenas 47 % das organizações afirmam ter uma visão completa dos custos tecnológicos e 46 % dizem conhecer plenamente as dependências críticas da sua infraestrutura tecnológica. Além disso, 62 % consideram que o RGPD e as preocupações relacionadas com a privacidade constituem a principal barreira à partilha de dados.
A Conclusion conclui que Portugal se destaca por conseguir gerar benefícios concretos da IA, mas alerta para a necessidade de reforçar a governação, a resiliência digital e o alinhamento estratégico para garantir uma transformação digital sustentável.
Carolina Neves

