O filme
Tenho vários filmes “preferidos”, mas há dois que me marcaram por razões diferentes. “A Missão”, de Roland Joffé, com Robert De Niro e Jeremy Irons, pela história que retrata um lado mais humano da evangelização e que, por outro lado, mostra que a mesma fé pode levar a comportamentos distintos (embora todos sejam de certa forma compreensíveis). O outro filme é “Moonstruck”, com a Cher e o Nicolas Cage: uma história romântica com um toque de humor que se passa num bairro italiano de Nova Iorque dos anos 80. Adoro os diálogos, o lado genuíno e puro das personagens, as paisagens da Big Apple no seu auge e a banda sonora intemporal.
A série
Não sou grande fã das séries atuais. A minha preferia é “Seinfeld”, pelo humor, os diálogos e as situações quotidianas. Também adorava a “Moonlighting”, com a Cybill Shepherd e o Bruce Willis. Eles eram detetives privados e o estilo misturava drama, romance e comédia.
O livro
“Blink: The Power of Thinking Without Thinking”, do Malcolm Gladwell. Há decisões que tomamos com a sensação de que aconteceram de forma intuitiva e sem racionalizar. O livro explora a capacidade de ter sucesso seguindo os instintos por oposição a escolhas erradas mesmo depois de enormes análises. “Blink” baseia-se em descobertas neurológicas e psicológicas e a escrita é brilhante.
Uma cidade inesquecível
Angkor, no meio da floresta do Camboja – antiga capital, onde o império Khmer construiu aquilo que hoje é considerado Património da Humanidade pela Unesco. Angkor Wat é um conjunto de templos situados a norte da cidade de Siem Reap, de uma beleza e imponência supremos, construídos há mais de mil anos e que disputam a terra com as raízes das árvores numa mistura improvável, mas de cortar a respiração. Subir dezenas de degraus e ver o pôr do sol no topo de um dos templos ficará certamente numa das mais profundas sensações que já experienciei em viagens.
O carimbo que falta no passaporte
Faltam tantos! Mas gostava que a Índia fosse carimbada brevemente. Deve ser uma viagem difícil, mas rica e tenho o plano de passar uma temporada, não só para conhecer o país mas também para me desafiar a ter uma experiência intensiva de prática de ioga. Namíbia também está na “wish list”, as paisagens são incríveis e deve ser um dos poucos países em África onde podemos conduzir sem correr riscos.
O local favorito em Portugal
A praia do Guincho. Não consigo deixar de me impressionar pela sua beleza. O mar é quase sempre gelado, mas não há mergulho mais revigorante, e as bolas de Berlim são as melhores do mundo. Para ser mais que perfeito, basta terminar o dia de praia no restaurante Mar do Inferno e deliciar-me com petiscos ou um peixe ao sal como só em Portugal conseguimos comer.
Os hobbies
Yoga é importante para o meu equilíbrio físico, mental e emocional. Ler (embora muito menos do que o que gostaria), conhecer novos restaurantes com a família e os amigos, ver exposições e ajudar os filhos nos TPC (um hobby forçado)! Além destes, é frequente sentir uma enorme necessidade de Natureza e, por isso, se não puder fazer uma escapada de fim de semana, vou até ao jardim da Gulbenkian “respirar”.
O desporto
Além da prática de yoga que não é considerada “desporto”, vou com pouca regularidade ao ginásio, gosto de corrida com uma boa companhia e adoro ski na neve, porque é o melhor detox para a cabeça. Para queimar calorias adoro dançar ao som dos hits dos anos 90.
O perfume
“Armani Privé Vetiver D’Hiver” tem um aroma único, exótico, mas proporciona uma sensação relaxante e algo “botânica”. Também gosto muito do “Ralph”, porque é fresco mas jovem, e uso-o há quase vinte anos.
O ídolo
Não tenho ídolos, mas neste momento o Papa Francisco é uma enorme referência para mim. Acho que a sua atuação tem tido um impacto tão importante dentro como fora da Igreja Católica e isso demonstra as suas qualidades humanas. A sua generosidade, frugalismo, compreensão e demonstração de amor por todas as pessoas lançam sementes de esperança e de cooperação entre os Homens.
O objeto que não pode faltar no dia a dia
Um mini bloco de papel e uma caneta porque o meu cérebro não para e, por vezes, prefiro não estar colada ao telemóvel. Além disso, uns ténis Onitsuka Tiger: mesmo que não estejam calçados tenho de os ter por perto para os poder usar a qualquer momento (se não estão calçados, estão no carro!).
Se a sua vida tivesse uma música, seria…
A “Song for Guy”, do Elton John. É tranquila, mas rica e parece que conta uma história. Adapta-se a diferentes estados de espírito, com companhia ou sozinha quando preciso de me concentrar. É uma música que parece simples, mas sinto-a como profunda e intemporal.
A frase que inspira
“Just Do It” é um dos meus lemas de vida pessoal e profissional. Sou uma pessoa muito virada para a ação e para o desafio. Acho que esta frase me impulsiona a “correr” e a aproveitar mais a vida todos os dias. Prefiro arrepender-me de coisas que fiz, mas ter a certeza que pelo menos experimentei.
Algo novo que gostaria de aprender
Piano, porque é o meu instrumento preferido. Uma das minhas filhas está a aprender e gostava muito de a acompanhar.
Tornei-me marketeer porque…
Gosto muito de números, imagens, cheiros, palavras, sensações e pessoas. Não conheço outra profissão que junte tudo isto tão bem.
Se não fosse marketeer seria…
Arquiteta, porque também envolve arte, números e é feito para que as pessoas se sintam confortáveis, tem utilidade.
Marca que a acompanha desde sempre
Podem ser duas? Queijadas de Sintra, da Casa do Preto, e Elnett, que conheci logo em pequena pela estreita relação que tinha com a minha avó e que continua hoje sempre presente como consumidora e como profissional. Elnett é a marca aliada não só para salvar um “bad hair day” como em ocasiões tão especiais como o dia do meu casamento. Uma curiosidade sobre Elnett: é também a marca preferida de muitos pintores porque ajuda a fixar tinta de óleo sobre a tela e dá um brilho especial aos quadros!
A L’Oréal é…
A marca mais universal de beleza e a empresa onde tudo pode acontecer! L’Oréal é um cocktail fresco e efervescente de ideias, garra, paixão e savoir-faire.
Campanha que gostaria de ter assinado
Tenho muito orgulho em muitas das campanhas que já desenvolvi. Mas, lembro-me de duas que gostaria de ter assinado: a do Dia da Mãe da American Greetings, #worldstoughestjob, porque é surpreendente e mais do que explicar vale a pena ver! É muito emocional, mas igualmente eficaz dada a ligação ao produto. A outra é uma campanha de sensibilização que desafiou influencers a “voltar à escola” e, através de realidade virtual, experienciarem uma situação de bullying. Gosto da ideia de usar a realidade virtual para nos colocarmos nos sapatos dos outros e é um gerador automático e muito poderoso de engagement. É também um bom exemplo de eficácia com baixo investimento.
Uma campanha de marketing eficaz é…
Aquela que consegue ao mesmo tempo gerar quatro coisas: uma aproximação entre o posicionamento da marca e a forma como é percecionada pelo consumidor, vendas, vontade de falar sobre a marca (buzz) e emoção no coração das pessoas.

