Os números avançados pela associação, os quais apenas abrangem associados, revelam que Portugal dá real importância ao preço quando se trata de escolher uma agência, subvalorizando, deste modo, a criatividade.
Tomás Froes, CEO da Partners, revelou que a situação em que o mercado publicitário se encontra é “muito preocupante” e “a criatividade tende a ser subvalorizada”. Também a secretária-geral da APAP, Sofia Barros, partilhou da mesma ideia, adiantado: “Mais grave ainda do que a faturação é a queda desproporcional dos resultados. As agências estão a lutar pela sobrevivência, com os clientes a pressionar remunerações e a alargar prazos de pagamento”.
Perante a crise económico com a qual estamos a lidar, “a forma mais fácil de reduzir custos para o cliente é cortando na publicidade, porque na cultura das empresas a comunicação é prescindível”, referiu João Oliveira, CEO da Young & Rubicam. A redução das margens das agências explica-se porque “as agências têm vindo a perder a relevância e diferenciação. Hoje, muitos clientes pensam que é tudo igual e acabam por decidir apenas pelo preço”, salientou o responsável ao Diário Económico.
Os sectores que em tempos eram os maiores clientes de publicidade foram os que mais reduziram o investimento, como é o caso dos bancos e da indústria automóvel.
Fonte: Diário Económico


