Ao Briefing, Miguel Figueiredo adiantou que, embora tenha deixado as funções executivas na excentricGrey, manterá uma relação estreita quer a equipa, envolvendo-se sempre que seja necessário. Mas a sua prestação está agora dirigida para um projeto que já era “um sonho antigo”: “Este é um projeto pelo qual tenho lutado, desde os tempos que a excentric era uma agência independente. Chegámos a trabalhar com várias agências em Londres, em 2008, mas depois, com a crise, o mercado UK fechou-se muito ao outsourcing nestas áreas. Depois da fusão tentámos novamente, agora dentro da network Grey, mas o timing provou não ser o melhor também”.
A oportunidade surgiu o ano passado, com a aproximação com o grupo Y&R: “Agarrei-a com unhas e dentes. Hoje, passados pouquíssimos meses, já estamos envolvidos em projetos internacionais e o feedback tem sido tremendamente positivo”.
O TOP é um daqueles projetos que não é compatível com a gestão do dia a dia de uma agência, que “é sempre altamente intenso”: “Por isso, e tendo em conta a movimentação que estávamos a preparar e que sinceramente acredito ser o melhor para o futuro, quer da excentricGrey, quer do grupo Y&R, achei que estava na altura de sair da frente dos destinos da agência que criei e que tantas alegrias e aprendizagens me trouxe. Saio por isso emocionado, mas com muita satisfação e com um carinho enorme pela equipa maravilhosa que me acompanhou durante toda esta viagem. E eles são verdadeiramente a alma da agência. Por isso eu sei que esta fica bem entregue”.
Há mais projetos na agenda de Miguel Figueiredo: em paralelo, vai dedicar-se a outra atividade que também sempre o interessou, a da formação e desenvolvimento humano. “Faço coaching, mentoring, dou aulas na Católica, ISCTE e ESCS, e, dou palestras nas áreas de liderança, comunicação eficaz e motivação de equipas”.

