O mundo precisa de NATA. Diz João Cunha

Todos os dias são vendidos pelo menos seis mil pastéis da NATA Lisboa, mas podem chegar a ser dez mil, dando razão ao mote da marca: “The World Needs NATA”. O sócio fundador, João Cunha, revela à Briefing os próximos passos na missão de levar aos quatro cantos mundo esta iguaria portuguesa: entrar em Itália e alargar a rede na Turquia.

O mundo precisa de NATA. Diz João Cunha

Briefing | O mundo continua a precisar de NATA? Quantos pastéis de nata vendem por dia?

João Cunha |Sim, seguramente continuará a precisar de NATA. Iniciámos, em 2012, uma missão – levar aos quatro cantos mundo a grande iguaria portuguesa. O mundo, então, necessitava de mais doçura. Hoje, achamos que, além de ter passado a ser “desejado”, continua a precisar… dependendo da época do ano, entre seis mil a dez mil.

O que diferencia a marca da concorrência?

Produzimos um produto de excelência, recorrendo às melhores e mais naturais matérias-primas. A textura, o sabor e o equilíbrio dos aromas elevam o nosso pastel de nata para um patamar superior de degustação. Massa folhada estaladiça e um creme aveludado, aromático e muito saboroso, são as principais notas referidas pelos clientes.

Évora e Aveiro são as mais recentes localizações da NATA Lisboa. Quais as cidades que se seguem? As localizações e modelos de loja já estão escolhidas?

Contamos abrir já na primavera mais duas unidades, uma no centro da cidade de Lisboa e outra em Castelo Branco. Destacando-se a de Castelo Branco uma vez que se trata, também, de um processo de recuperação da pastelaria mais icónica da cidade – A BELAR – que celebraria este ano o seu 60.º aniversário. É uma excelente aproximação a uma cidade que sabe valorizar o seu património e que apreciará certamente a revitalização de um espaço com uma arquitetura e um design característico da época e que gerou nos anos 60, a nível nacional, o aparecimento do conceito snack-bar, com todas as suas influências na vida social.

E a nível internacional, quais os planos de expansão?

Neste momento, estamos em fase de avaliação de extensão da rede na Turquia e a entrada no mercado italiano.

Do ponto de vista do marketing e comunicação, qual o posicionamento? Qual a estratégia para 2024? 

Revelar, de forma mais explícita, as características do nosso produto estrela e o rigor existente em todo o processo de fabrico é um dos maiores objetivos de comunicação. Como grande parte do processo, que por questões de segurança alimentar e qualidade, é feito à porta fechada, perde-se o efeito “teatral” que muitas vezes se sobrevaloriza. Em 2024 assistiremos também à entrada da marca no mundo das cervejas artesanais, através de uma parceria exclusiva com o fabricante de referência do segmento e onde a ligação ao ADN da Lisboa antiga sai ainda mais reforçada.

O que podemos esperar da marca para 2024 (e próximos anos)?

Reforçar cada vez mais o nosso compromisso com a qualidade e com a adequada divulgação do nosso património gastronómico.

Apesar de liderarmos o segmento de coffee shops em Portugal, continuamos a querer ver a nossa posição reforçada. Continuaremos o processo de expansão, sendo que a prioridade não passa pelas denominadas zonas turísticas. A marca tem tido sempre uma abordagem muito focada no local. O consumidor local é o foco. Até porque o consumidor externo valoriza cada vez mais esta tipologia de conceitos, onde a autenticidade impera. Hoje, atingimos mais de dois milhões de consumidores/ano, o que já representa uma quota expressiva, mas conseguir chegar a cada vez mais cidades, em Portugal e no estrangeiro, é sempre a nossa missão, pois “The World Needs NATA”.

Sofia Dutra

Terça-feira, 27 Fevereiro 2024 11:12


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