Os criativos pegaram na realidade, “tão concreta e clara”, de que as reservas de sangue estão em baixo, no País, e comunicam essa escassez, tornando a “problemática visualmente explícita”. Assim, recorreram ao formato e enquadramento visual de um múpi e simularam a silhueta de um saco de sangue na iminência de ficar vazio.
“Neste sentido, e sendo o pressuposto o de se comunicar a situação com pragmatismo, a ideia é precisamente a de passar uma mensagem da rua diretamente para as pessoas, onde o múpi serve como alerta quanto aos níveis preocupantes das reservas de sangue”, explicam Pedro Almeida e Duarte Cunha. “Se é certo que as pessoas não podem sair à rua desnecessariamente, a verdade é que há necessidades que implicam a colaboração de todos, nomeadamente, o conjunto de ações – tal como a doação de sangue – que podem salvar a vida dos outros”, acrescentam.


