“Uma década é tempo suficiente para consolidar uma identidade e uma presença, mas também para fazer um balanço e abrir novos caminhos. Este rebranding traduz essa vontade de renovar o compromisso da Casa da Arquitectura com a contemporaneidade, e com os desafios do território e da cultura”, afirma o diretor executivo da instituição, Nuno Sampaio.
A nova identidade visual assenta num sistema de comunicação composto por elementos iconográficos, tipográficos e cromáticos, concebido para garantir consistência e coerência ao longo do tempo.
No centro da marca, está um elemento geométrico que resulta de um processo de depuração formal a partir das letras “C” (Casa) e “A” (Arquitetura), dando origem a uma forma híbrida que cruza tipografia e linguagem arquitetónica.
“Mais do que representar literalmente o edifício ou a instituição, o símbolo propõe uma leitura aberta: um alçado sem ser alçado, uma planta sem ser planta, uma porta aberta que materializa a ideia de acolhimento e de instituição acessível. A força da marca reside nesta ambiguidade controlada: uma forma simples, memorável e capaz de condensar múltiplas interpretações”, explicam, em comunicado.
A linguagem de composição assenta em planos de cor sólida e numa estrutura modular, onde a informação é organizada em quadriláteros variáveis que se constroem a partir da base dos formatos. Esta lógica deriva diretamente da geometria do símbolo e reforça a identidade do sistema.
A nova identidade afirma a cor como elemento central do sistema. Além de uma versão neutra em cinza-escuro, foi introduzido um amarelo institucional, que pretende comunicar energia, abertura e renovação.
Carolina Neves




