À letra, “Golden Customs” significa, em português, alfândega dourada. E alfândega remete para o berço da marca, o Porto. Cidade onde, conta o fundador, Lisandro Pereira, durante muitos anos chegaram diversos produtos oriundos de todo o mundo, entre eles as matérias-primas para o setor têxtil. Este conceito serve ainda para ilustrar o desejo da internacionalização. “A partir deste local (Alfândega do Porto) muitos produtos saíram de Portugal para outras partes do mundo, o que esperamos que aconteça com as nossas peças”, explica. Por outro lado, esta alfândega é dourada, um tom “intimamente ligado à qualidade, exclusividade, prestígio, sofisticação, elegância e luxo”.
A cruz de Cristo serviu de inspiração para o logótipo da marca. O símbolo, que remete para a era dos Descobrimentos, é finalizado com uma flor de lis em cada extremidade da cruz, desta forma evocando a nobreza, mais propriamente o francês Luís XIV. Conta o fundador da marca que “este rei decidiu criar a moda francesa e espalhá-la por todo o mundo, o luxo era o seu lema!”. Já a cor preta visa a ligação à “energia masculina”: “uma cor sóbria e digna, significava a riqueza de quem a vestia, uma vez que a tintura preta de alta qualidade era extremamente cara”. E a reunião entre o preto e o dourado, segundo Lisandro Pereira, “transmite extrema elegância”.
Além de a associação a Portugal estar refletida no logótipo, com a cruz de Cristo, também as peças vendidas deixam um pouco da História do País a quem as compra. Ou não tivessem o Infante D. Henrique, D. Dinis e o Marquês do Pombal presença garantida na coleção, dando o nome a camisas. “Todas as peças são batizadas com nomes relevantes da História de Portugal”, explica o fundador da Golden Customs.

