Quando a confiança se transforma em relação

A diretora de Marketing e Clientes da Cofidis, Martta Oliveira, partilha a visão da marca sobre como se cria uma relação emocional duradoura com as pessoas, mesmo num universo tradicionalmente racional como o do crédito.

Quando a confiança se transforma em relação

Falar de love brands no setor financeiro pode ser, à partida, um paradoxo. Tradicionalmente, o crédito evoca emoções negativas: burocracia, frieza e desconfiança. As love brands são marcas que as pessoas escolhem por afinidade emocional, por se reverem nos seus valores e pela forma como as fazem sentir, algo que parece contraintuitivo no mundo do crédito e das financeiras. 

É precisamente por isso que a Cofidis desafia essa lógica. No nosso setor, não faz sentido falar de love brand sem falar, primeiro, de confiança construída no dia a dia. Confiança entre o que se promete e o que se entrega, entre a comunicação e a experiência, entre a tecnologia e a relação humana. Ao longo do tempo, a Cofidis construiu proximidade ao simplificar processos, clarificar a linguagem e assumir um posicionamento claro: estar ao lado das pessoas nos momentos que importam. Essa consistência cria confiança. E a confiança, quando é repetidamente confirmada, transforma-se em vínculo.

Os laços emocionais constroem-se nos detalhes. Na forma como se explica um tema complexo sem paternalismo. Na transparência da informação. Na capacidade de respeitar o ritmo de cada cliente. O storytelling tem aqui um papel central, mas nunca desligado da realidade. As histórias que a Cofidis conta partem de situações concretas, de decisões reais, de momentos de vida em que o crédito é um meio para avançar e não um fim em si mesmo. Para nós, o storytelling só funciona quando está ao serviço da verdade da marca; caso contrário, é apenas ruído.

Há também iniciativas muito concretas que reforçam esta ligação emocional, precisamente por colocarem a utilidade à frente da promoção. Um exemplo são os projetos de educação financeira que a Cofidis tem vindo a desenvolver ou as ferramentas como a “Cofidis Traduz”, que ajudam as pessoas a compreenderem termos financeiros no seu dia a dia, mesmo fora do ecossistema da marca. Quando a marca assume um papel ativo na simplificação da linguagem e na tradução da complexidade financeira, contribui para reduzir barreiras num território onde a opacidade é frequente.

Ao tornar a informação mais clara e acessível, a marca ganha espaço na relação com o cliente. Não por insistência, mas porque passa a ser percebida como útil num setor onde, muitas vezes, impera a complexidade.

O maior desafio no nosso setor é simples de enunciar e difícil de cumprir: ser coerente todos os dias. Hoje, as pessoas comparam, questionam e avaliam a experiência em cada ponto de contacto. Uma mensagem pouco clara, um processo confuso ou uma promessa não cumprida são suficientes para fragilizar a relação. Por isso, a confiança não se constrói com grandes declarações, mas com consistência diária: na transparência da informação, na simplicidade da linguagem, na rapidez da resposta e na forma como se assume quando algo não corre como esperado.

É nesse território, longe do espetáculo e perto da vida real, que se constroem as love brands. Não no impacto imediato de uma campanha de marketing, mas na soma consistente de gestos que fazem as pessoas sentir que podem confiar.

Sexta-feira, 20 Março 2026 10:13


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