Briefing | Entre vários prémios existentes no mercado nacional, o que distingue os APPM Marketing Awards?
Sandra Alvarez | Os APPM Marketing Awards são os prémios de Marketing, são os prémios da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, ou seja, são prémios para marketers, atribuídos por marketers, no sentido lado do termo. Distinguem-se dos restantes porque o objetivo destes prémios é valorizar o Marketing e especialmente os profissionais de Marketing.
Pelo facto de serem prémios de marketing abrangem todas as áreas trabalhadas pelo marketing, na maior parte dos casos, com o suporte das agências, desde o produto/serviço, à inovação, aos dados, à publicidade, à media, à comunicação&RP, às ações sociais e de sustentabilidade. Estes prémios são avaliados segundo quatro critérios: ideia, inovação, execução e resultados, variando a valorização de cada critério, de acordo com o estilo de ação/campanha.
Os APPM Marketing Awards não são uns prémios onde apenas se valoriza a criatividade, mas também não são uns prémios onde apenas se valorizam os resultados. Na realidade são um misto. Não porque não acreditemos que os bons resultados medem o sucesso, pois é óbvio que sim, mas porque acreditamos que o sucesso pode ter várias definições, mesmo quando estamos a falar de empresas e de negócios.
Muitas pessoas pensam que os prémios de Marketing da APPM têm apenas três anos de existência, mas isso não corresponde à verdade. Estes prémios existem desde 2002, nuns moldes ligeiramente diferentes, mas com o mesmo objetivo: premiar e valorizar os marketers e o bom trabalho por eles desenvolvido. Estiveram inativos durante alguns anos e em 2022 foram relançados, adaptando-se à realidade do mercado atual.
O que podemos esperar para esta edição dos APPM Marketing Awards?
Para que a edição de 2024 seja um sucesso, tal como foram as anteriores, precisamos de garantir duas componentes: bons casos, por um lado, e bons jurados, por outro.
Para a edição de 2024, tal como nas edições anteriores, a APPM garante que os APPM Marketing Awards contam com um júri de altíssima qualidade, composto por dez diretores de marketing/marca/comunicação, de grandes marcas: António Fuzeta da Ponte (Worten, futuro: NOS); Mónica Nogueira de Sousa (Ikea); Sebastião da Cunha (Minipreço); Inês Condeço (Fnac); Constança Macedo (BPI); Catarina Tomaz (Via Outlets); Ricardo Domingues (Betclick); Felipa Nascimento (CTT); Sandra Loureiro (Staples) e Diogo Sousa (Galp), dois diretores criativos/gerais de agências de publicidade – Susana Albuquerque (Uzina) e João Ribeiro (Stream and Tough Guy) –, dois diretores gerais de agências de meios – Rita Amzalak (Havas Media) e Maria Carvalho (Publicis) –, dois diretores gerais de agências de comunicação&RP – Catarina Vasconcelos (LPM) e José Bourbon Ribeiro (Hill & Knowlton) –, uma diretora de agência de ativação de marca/influenciadores – Alexandra Navarro (Samy Alliance) –, e ainda dois diretores gerais de meios de comunicação/plataformas digitais – Sofia Marta (Google Cloud) e Gil Moreira (Sapo). Este ano, pela primeira vez, temos a introdução no painel de jurados de um representante de uma marca de impacto social: Filipa Pinto Coelho (Café Joyeux).
Desta forma pretendemos contar com um mix de perfis e de perspetivas de análise, que nos garantam avaliações criteriosas e diversificadas dos vários casos inscritos. E, se a tendência se mantiver, os casos serão cada vez mais e melhores.
Enquanto presidente do júri, o que procura para que um caso se destaque?
Um caso que se destaca, por definição, é um caso que, no somatório ponderado de todos os critérios de avaliação, é dos melhor pontuados. Porém, para mim, além desses casos que se destacam pela sua presença no top de pontuação global, poderão e deverão existir também casos que se destaquem porque, em algum dos critérios de avaliação são outstanding, mesmo que no conjunto de todos os critérios não somem a maior pontuação. Estes casos devem ser chamados para discussão no dia da votação presencial, com todos os jurados.
Gostava que conseguíssemos valorizar a diferenciação, a inovação e a criação de valor para o mercado.
O que justifica a criação de duas novas categorias este ano: Responsabilidade Social e Sustentabilidade?
A APPM está apenas a seguir as tendências que o mercado dita. Com a evolução da importância dos princípios ESG para as empresas, nas suas três componentes – Ambiente, Social e Governação –, acreditamos que existirão bons casos para partilhar, quer na vertente da Responsabilidade Social, quer na vertente da Sustentabilidade. São temas abordados de forma diferente pelas empresas e com propósitos diferentes, e isso justifica separá-los, criando duas novas categorias.
Ambos são temas de importância crescente, não apenas para as empresas, como também para os consumidores/ clientes. Vários estudos mostram a disponibilidade dos consumidores para pagar mais por produtos/serviços sustentáveis, bem como a rejeição de empresas com baixa ou nenhuma responsabilidade social.
E não é também por acaso que este ano foi incluído no júri uma profissional experiente da área do impacto social.
Que outros desenvolvimentos podemos esperar este ano?
Apesar de não ser novidade internacionalmente, o Retail Media foi no último ano, e será nos próximos anos, uma área de enorme desenvolvimento em Portugal, razão pela qual, nesta edição de 2024, foi criada uma subcategoria de Retail Media, dentro da categoria de Media.
Esperamos também que, com o contínuo desenvolvimento da análise de dados, existam cada vez mais casos inscritos na categoria “Data”.
Qual é a mais-valia para as marcas de se inscreverem nestes prémios?
A mais valia é ver reconhecido, pelos seus pares, o bom trabalho desenvolvido pela marca. Durante muitos anos “os prémios” pareciam ser mais um tema mais relevante para as agências do que para as marcas, na medida em que para as agências os prémios são uma das formas como se apresentam ao mercado e como mostram o seu sucesso e diferenciação. Para as agências é um tema muito sério e importante.
Porém, desde há uns anos que várias marcas passaram a dar mais importância aos prémios. Passaram a gostar de participar e a ter orgulho nos prémios que conquistam. O que faz todo o sentido! Ganhar um prémio pelo trabalho que se faz bem é, e será sempre, um orgulho para qualquer pessoa/marca/empresa/negócio.
Sofia Dutra

