Os Shorts já representam 61 % das visualizações no YouTube e registaram um crescimento de 127% no período analisado. Apesar deste aumento, o tempo de visualização caiu cerca de três vezes, sinalizando uma maior dificuldade em captar e reter a atenção dos utilizadores. Também os vídeos longos cresceram, com mais 76% de visualizações, embora tenham registado uma quebra de 45 % no envolvimento.
A análise da Metricool indica que a utilização dos dois formatos de forma complementar pode beneficiar o desempenho global dos canais. Os canais que publicam cerca de cinco Shorts por mês registam, em média, mais 46 % de visualizações nos vídeos longos face à média global analisada.
O estudo evidencia ainda o peso crescente do algoritmo na descoberta de conteúdos. O feed de Shorts foi responsável por 61 % das visualizações orgânicas, enquanto apenas 11 % tiveram origem nos subscritores e 9 % nas pesquisas realizadas no YouTube. Neste contexto, aberturas fortes, consistência na publicação e a otimização de títulos e thumbnails assumem um papel relevante na distribuição dos conteúdos.
Mais conteúdos não significa, contudo, necessariamente mais resultados. Os canais que publicam entre dois e quatro vídeos obtêm o maior número de visualizações por conteúdo, enquanto aumentar a frequência para quatro a sete vídeos semanais representa apenas mais 6% de visualizações. Para a Metricool, os dados reforçam a importância de uma estratégia editorial orientada por qualidade, consistência e análise de desempenho, em vez de uma aposta exclusiva no volume.
Carolina Neves

