“Este ano o tema são os 90 anos da Super Bock, para o ano logo vemos”, afirma a responsável, que destaca o carácter camaleónico do festival, que se adapta facilmente a novos temas ou espaços. E se isso pode ser um aspeto diferenciador do festival, não é o único, afirma Maria Estarreja: “O SBSR é claramente um festival que tem, em termos de música, uma oferta diferente, que, além do rock, tem muita música portuguesa, que aposta em novas bandas – o que é sempre importante -– e que também tem um ou outro momento de música alternativa”. Além disso – continua –, “como festival urbano que é tem um cem número de possibilidades de momentos, de vivências diferentes dos outros festivais. Não temos praia, temos um rio maravilhoso, onde as pessoas podem estar com calma, a relaxar, a ouvir música e a ver uma paisagem que não tem preço”.
Segundo a diretora, nos festivais “a marca ativa normalmente três grandes pilares”: as credenciais cervejeiras, a sustentabilidade e a cultura. As credenciais “estão claras” no recinto, seja com a referência à edição especial 90 anos da Super Bock, ou com toda a seleção de cervejas de 1927 que é apresentada no bar Super Bock, inteiramente dedicado ao aniversário da marca. Já a sustentabilidade é marcada pelo uso dos copos reutilizáveis, uma aposta que já vem do ano anterior e que a responsável acredita ser uma “aposta ganha”: “É claramente uma aposta que o consumidor aprecia, gosta de estar num festival onde não se vê copos e lixo no chão e sai daqui com o perfeito sentimento que colaborou com o ambiente”.
O terceiro pilar é representado pela arte urbana. A marca associou-se ao festival Muro, a organização retomou um workshop com os Underdogs, que já tinha decorrido no ano passado, e o espaço conta com uma obra de Bordalo II, uma guitarra com oito metros de altura, com quatro toneladas de peso e feita com desperdício, e com alguns “nenúfares” no espelho de água, onde os festivaleiros se podem refrescar.
A nível artístico, Maria Estarreja refere ainda o palco Super Bock, que no ano passado foi premiado a nível ibérico como um dos palcos mais bonitos. Este ano, a organização ampliou-o e iluminou-o ainda mais, em altura e nas laterais, fazendo com que os festivaleiros da “primeira linha” fiquem completamente rodeados de luz. “E move-se ao ritmo da música. É uma grande aposta”, salienta a diretora.
Neste palco, ontem os cabeça de cartaz foram os Red Hot Chili Peppers, que encheram o MEO Arena, enchente que a responsável acredita voltar a repetir-se no sábado, com os Deftones. Hoje o dia é mais dedicado ao hip hop, que, para a marca, “é o novo rock”. Mas mais do que pelo cartaz, Maria Estarreja espera que as pessoas procurem o festival “pelo que vivem no recinto, pelas experiências que passam nos três dias”. “As nossas expectativas são que as pessoas venham, gostem, apreciem e que queiram voltar já para o ano”, afirma.
A 24.ª edição deve manter-se no mesmo espaço, no Parque das Nações, onde acontece este ano pela terceira vez. A empresa está atenta a novas oportunidades, mas, para já, o espaço parece preencher todos os requisitos necessários: “Em princípio cá estaremos para o ano, porque tem corrido muito bem e em equipa vencedora não se mexe”.
Vencedora é também a pareceria com a Música no Coração, a promotora do evento. “É um casamento de sucesso e uma grande partilha”, admite Maria Estarreja, considerando que a parceria tem sido “fundamental” para a associação da cerveja à música os últimos anos, sendo a música um dos principais territórios de ativação da Super Bock.
“Cerveja e música é a associação. É a associação ideal. É o território mais importante em termos de associação da Super Bock, pelo menos em termos de longevidade. São 23 anos, 23 edições consecutivas, e somos a marca mais associada ao território musical”, salienta. Para a responsável, ter o festival “é mais do que ser naming sponsor”: “Com a marca Super Bock, criámos a ligação aos festivais. São 23 anos de um festival camaleónico, em ‘N’ locais diferentes, ‘N’ formatos diferentes e em que nós conseguimos mostrar, através da marca, o bom que é viver a música e viver os festivais de forma agradável, juntando bons amigos, boas recordações a excelente música. E aqui a Música no Coração tem sido fundamental”.
Ter um dos mais importantes festivais de música do país “é um orgulho, um desfaio constante e também muito estimulante, não só para quem faz a sua gestão, mas também para todas as equipas que trabalham connosco e os parceiros. Era impossível montarmos algo deste género, tão importante e tão consistentemente com qualidade sem os parceiros certos. Não só a Música no Coração, como é óbvio, mas todos aqueles que nos ajudam a montar tudo para que possamos usufruir quando cá estamos”, conclui.



