Os três projetos visam qualificar espaços públicos através do reforço das áreas verdes, da criação de zonas de sombra e descanso, e da instalação de soluções que contribuam para reduzir o impacto das temperaturas elevadas. As intervenções pretendem melhorar o conforto térmico e o bem-estar de residentes e visitantes, reforçando a capacidade de adaptação dos territórios aos efeitos das alterações climáticas.
Na perspetiva do presidente do Turismo de Portugal, os refúgios climáticos são uma resposta “concreta” aos desafios que as alterações climáticas colocam aos territórios e à forma como vivemos e visitamos os nossos destinos. Carlos Abade explica que, através deste apoio, o instituto pretende contribuir para a criação de espaços públicos mais verdes, acessíveis e preparados para os períodos de maior calor, promovendo a qualidade de vida das comunidades e melhores condições de acolhimento para quem visita o País.
Em Lisboa, a freguesia de Arroios vai requalificar a envolvente do Mercado do Forno do Tijolo. O projeto contempla a instalação de estruturas de sombra, o reforço do arvoredo e das áreas verdes, a criação de zonas de estadia e descanso, e a disponibilização de pontos de água potável.
Já no concelho de Trancoso, a freguesia de Valdujo vai qualificar a Área de Serviço para Autocaravanas e o espaço de lazer envolvente. A intervenção inclui a plantação de árvores e vegetação autóctone, a criação de percursos e bolsas verdes, a instalação de pérgulas com sistemas de nebulização e a colocação de mobiliário urbano.
Por fim, na freguesia de Praia de Mira, no concelho de Mira, o projeto Praia de Mira Stay Cool prevê a criação de três espaços: o Jardim do Mar, junto à frente costeira, o Largo Calcinhas e a Varanda Verde. Esta iniciativa inclui o reforço das áreas verdes, a instalação de estruturas de sombreamento, a utilização de pavimentos drenantes e de cores claras, a disponibilização de água potável e a criação de zonas de descanso.
Com estes primeiros contratos, que representam um investimento total de mais de 282 mil euros, o Turismo de Portugal reforça o seu compromisso com a qualificação dos destinos e com o desenvolvimento de soluções que contribuam para territórios “mais resilientes, sustentáveis e preparados” para responder aos desafios climáticos.
Simão Raposo

