Se em 2009 o transplante de órgãos foi um dos grandes casos de sucesso do Serviço Nacional de Saúde, de 2010 a 2011 os números inverteram e este ano parece ainda não melhorar. Na origem do decréscimo estão fatores como a diminuição do número de dadores.
É com o intuito de inverter esta tendência, que a Sociedade Portuguesa de Transplantação lançou a campanha, cujo objetivo é sensibilizar e esclarecer a população para a possibilidade de ser dador vivo.
“Os dadores vivos são aqueles que doam um órgão duplo como o rim, uma parte do fígado, pâncreas ou pulmão, ou um tecido como a medula óssea, para que possa ser transplantado em alguém da sua família ou amigo. Este tipo de doação só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa”, esclarece Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação.
O ponto de partida da iniciativa foi o lançamento de um website informativo e uma página de Facebook, marcando ainda presença, ao longo dos próximos meses, em anúncios de televisão, rádio, imprensa e cartazes de rua e indoor.
“Portugal tem capacidade e possibilidade de estar na liderança da transplantação mundial. Mas para que as listas de espera na transplantação nacional continuem a baixar e cada vez menos pessoas tenham que estar à espera, por vezes anos, por órgão de dador cadáver, é fundamental que as pessoas saibam que podem contribuir e ajudar um amigo ou familiar que precise, é por isso que lançámos esta campanha de âmbito nacional”, acrescenta Fernando Macário.
Fonte: GCI

