“Não se trata apenas de avaliar os trabalhos dos meus pares. Para mim, é sobretudo uma oportunidade de conhecer em maior detalhe a razão que sustenta os trabalhos, o raciocínio estratégico que os fundamenta, a criatividade que os alimenta”, comenta a jurada. “São fonte de aprendizagem e inspiração, e é isso que espero da edição deste ano: trabalhos excecionais não apenas na execução, mas sobretudo na sua fundamentação estratégica e criativa, que façam jus ao produto final e que se assumam como óbvios na sua excelência”.
Sobre o que diferencia estes prémios, concede que “não é uma resposta fácil”. “São várias as competições no nosso mercado. A confiança no painel de jurados, nas regras desenhadas, no respeito pelas categorias definidas e nos processos instituídos para a votação deve ser transversal a todas. Creio que os Prémios APPM nos conferem a todos uma oportunidade credível de valorização dos projetos que todos desenvolvemos em Portugal, e a sua premiação é fundamental”. Como jurada, diz valorizar muito o envolvimento em todo o processo desde o seu início, para o qual a sessão de arranque “foi fundamental”.
E o que procura num vencedor? “Valorizo boas ideias, fundamentadas por uma estratégia consistente que trabalhe a favor das pessoas a quem se dirigem, e com uma execução que as beneficie”, responde. Ou seja, “que haja um fio condutor do princípio ao fim da história, articulado no mesmo sentido, e espelhado no resultado final. E simplicidade”.
“As boas ideias não precisam de um compêndio para serem contadas e provocarem aquele efeito maravilhoso e que define o valor do prémio, e que existe quando sentimos o seu poder e pensamos ‘quem me dera ter pensado nisto antes’”, conclui.
Sofia Dutra


