Young Lions 2025: O “bom futuro” da criatividade começa agora a rugir

Arranca hoje, 4 de abril, o bootcamp dos Tangity Young Lions Portugal, onde as 34 duplas vão responder aos desafios das marcas parceiras. À Briefing, Vasco Perestrelo, o CEO da MOP – representante dos LIONS Festivals em Portugal – lembra que “a criatividade nacional tem um bom futuro” e destaca o crescimento da categoria Marketing.

Young Lions 2025: O "bom futuro" da criatividade começa agora a rugir

“Os resultados são bastante bons. No ranking dos países participantes nos Young Lions, Portugal está no top 5 e, nas últimas três edições, ocupou o top 3, o que ilustra que a criatividade nacional tem um bom futuro”, revela à Briefing o CEO da MOP, Vasco Perestrelo.

Esta sexta-feira e até terça-feira, 8 de abril, decorre o bootcamp em Portugal para eleger os que vão representar Portugal na competição mundial, durante o Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions. Vasco Perestrelo afirma que as categorias que são naturalmente mais criativas já tinham sucesso no que respeita ao número de candidaturas, mas gosta de salientar a parte dos clientes, que é mais recente.

“A categoria Marketing é feita para os jovens das marcas, para o outro lado, o do anunciante, que também se quer promover. Esta categoria tem ganhado candidatos e penso que, esta edição, tem tudo para ser o ano de afirmação desta categoria, porque há mais pessoas a concorrer destas áreas”, diz.

Quanto ao lançamento da edição deste ano, o CEO da MOP considera que o desafio criativo “é sempre difícil, porque todos os anos tem de se inventar um novo gancho”. A campanha, com o mote “A vida dura muito pouco para dares palco a outro”, inspira-se no artista popular José Pinhal, que faleceu nos anos 90. A Tangity assina a criatividade e a TRIX o filme.

“Falar para os mais jovens é sempre um desafio, porque as marcas têm de encontrar a linguagem e a forma certa de o fazer. Nesta campanha creio que encontrámos um eixo verdadeiramente autêntico, porque os Tangity Young Lions prometem fazer exatamente o que José Pinhal não conseguiu no seu tempo: dar o devido reconhecimento ao talento, algo que acabou por só acontecer décadas após a sua morte”, explica o diretor criativo da Tangity Portugal, André Sentieiro.

Para si, é o “exemplo perfeito” pela história, pela letra da sua música e pela estética. “Transmitimos a ideia de que a vida dura muito pouco para darmos palco a outro, mais ainda no registo imagético kitsch que emergiu com o cantor, graças às novas gerações”, justifica.

O painel de jurados desta edição pode ser conhecido aqui.

Carolina Neves

Sexta-feira, 04 Abril 2025 13:47


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