Com quase duas décadas de percurso conjunto, a iMotion Events construiu uma marca que é simultaneamente sólida, criativa e profundamente portuguesa. Liderada por três sócios (Angelina Castel-Branco, Patrícia Gueifão e Rodrigo Cordeiro), a agência assume a portugalidade como um valor central e estruturante, que se reflete em cada evento, narrativa e experiência. “Portugal, para nós, é mais do que o local onde nascemos: é o ponto de partida de uma marca que acredita no talento, na criatividade e na capacidade de fazer acontecer — com qualidade, detalhe e emoção”, afirma a Partner Angelina Castel-Branco.
A portugalidade da iMotion está longe de ser uma camada estética. É um traço de carácter. É resiliência, autenticidade, versatilidade. E é, acima de tudo, um compromisso com o rigor e a excelência. “Ser made in Portugal é ter orgulho de fazer eventos com criatividade, proximidade, autenticidade e excelência”, sintetiza.
Este orgulho estende-se à forma como a empresa se posiciona no mercado internacional. A aposta no segmento incoming é clara e estratégica. “Estamos focados no mercado incoming, onde mostramos não só a excelência do nosso destino, mas também a nossa capacidade de produção de eventos à escala global.”
A equipa de 31 profissionais da agência trabalha com marcas nacionais e internacionais, mas parte sempre de uma premissa essencial: entender a cultura da marca. “O nosso ponto de partida é sempre o mesmo: entender verdadeiramente quem a marca é, o que quer comunicar e para quem.”, comenta a Partner.
Na iMotion, a portugalidade não é um ornamento. É uma linguagem. Uma atitude. E, sobretudo, uma ferramenta de diferenciação no branding contemporâneo. “Não se trata apenas de mostrar azulejos ou fado, mas de reinterpretar o que é ser português hoje, com criatividade, com visão global e com orgulho no detalhe”, explica Angelina Castel-Branco. Para a agência, este valor identitário, quando bem trabalhado, é uma vantagem competitiva que pode posicionar as marcas de forma única e relevante.
Esta leitura contemporânea da portugalidade atravessa todos os pontos de contacto com o público — do design à narrativa, passando pela experiência do evento. Mas sempre com equilíbrio. “A portugalidade deve estar presente em tudo o que faz sentido, mas só quando acrescenta valor e reforça a identidade da marca”, afirma. A autenticidade é, neste contexto, uma bússola. E o sentido estético, uma marca distintiva: “É sobre reinterpretar o património visual com sofisticação, não o replicar literalmente.”
A portugalidade, no universo da iMotion, tem uma capacidade rara de gerar envolvimento emocional. Em tempos de tecnologias imersivas, inteligência artificial e realidade aumentada, a agência acredita que o impacto memorável continua a passar pela emoção — e é aqui que entra a força da identidade cultural.
“A verdadeira imersão não está apenas na inovação técnica, mas na capacidade de envolver emocionalmente”, diz Angelina Castel-Branco. “A portugalidade transporta as pessoas para um universo sensorial rico, autêntico e com identidade própria.”
Esta abordagem tem vindo a ser aplicada a eventos com uma forte componente tecnológica, como video mapping ou experiências interativas. Num projeto recente, a equipa da iMotion está a desenvolver o mapeamento de um edifício histórico — valorizando o próprio espaço e a sua herança cultural — para contar a história de uma marca internacional, sem perder a alma portuguesa do contexto.
Longe de ser uma oposição, tradição e inovação coexistem com naturalidade na abordagem da iMotion. A portugalidade surge como um filtro de curadoria e bom gosto, capaz de humanizar a tecnologia e de lhe dar propósito. “Não temos de inovar por inovar. Inovamos para criar ligações, quando é preciso e há necessidade. Podemos inovar sem tecnologia.”
Este pensamento é aplicado tanto a eventos em palácios históricos como em espaços industriais modernos. A coerência narrativa e o alinhamento com os valores da marca são as prioridades. “O importante é que o foco está sempre em manter a ligação ao contexto.”
A portugalidade, neste cenário, é mais do que um valor emocional. É também um estilo de trabalho: próximo, humano, rigoroso. “Mesmo em contextos de grande escala, não perdemos a proximidade, e essa é uma das maiores forças da iMotion.”
Trabalhar a identidade cultural de uma marca não é, para a iMotion, um exercício decorativo. Exige escuta ativa, sensibilidade e tempo — um recurso que nem sempre é abundante. “Só precisaríamos de ter mais tempo para trabalhar, ainda melhor, todos estes conceitos”, admite Angelina Castel-Branco com franqueza.
A portugalidade, quando faz sentido no universo da marca, é expressa com subtileza. Nunca com clichés. É um fio condutor que atravessa escolhas de espaços, design de conteúdos, tom da comunicação e experiência do público. “O importante para nós é que a cultura da marca esteja presente em todos os detalhes do evento.”
É esta atenção ao detalhe, este respeito pelas raízes e este compromisso com a inovação que definem a iMotion como uma marca made in Portugal, com alma portuguesa e alcance global.


