Na Impressão Digital de Joana Chambel cabe muita coisa

É ao ritmo do flamenco que a diretora de Marketing da Sisley Portugal, Joana Chambel, encontra a intensidade que transporta para tudo o que faz. “My Fair Lady” é o filme da sua vida, associado a uma ideia de elegância e transformação que a marcou desde pequena. Gosta de livros de fotografia de moda, arquitetura e design, que folheia por curiosidade e inspiração. Não sai de casa sem óculos escuros e acredita que a beleza vive tanto na perfeição como no seu contrário, na verdade, na presença e naquilo que nos faz sentir alguma coisa boa.

Na Impressão Digital de Joana Chambel cabe muita coisa

Uma leitura obrigatória

Mais do que um livro, diria um bom livro de fotografia. Sou uma pessoa muito visual e muito ligada à estética. Adorava ter mais tempo para ler, mas gosto de abrir e fechar livros diferentes, quase como consulta, por curiosidade e inspiração. Se quiser relaxar, é mais fácil encontrar-me com um livro de fotografia de moda, arquitetura ou design, daqueles que se folheiam sem ordem e ficam na memória. Peter Lindbergh ou Julius Shulman são sempre boas companhias.

O filme da minha vida

“My Fair Lady”. Cresci numa altura em que os filmes eram vistos e revistos até ficarem gravados na memória. Não sei se influenciou a minha escolha profissional, mas aquele imaginário de transformação, elegância e possibilidade fascinava-me desde pequena. Talvez a beleza também comece aí: na capacidade de imaginar uma versão mais luminosa de nós próprios.

A banda sonora

A banda sonora de “The Thomas Crown Affair”. Tem músicas que não envelhecem e que me fazem sempre sentir mais chill, mais cool e mais animada. Gosto dessa mistura de elegância, ritmo e leveza, e da ideia de que é possível ser sofisticado e descontraído sem nos levarmos demasiado a sério.

Não saio de casa sem…

Óculos escuros. Lisboa é uma cidade cheia de luz e, com os dias grandes a chegar, tornam-se ainda mais indispensáveis. Adoro conduzir e, sem óculos, não dá. Para mim, são dos acessórios mais úteis e funcionais, a par das malas, e não dispenso.

O ritual de beleza

Um banho bem quente antes de me ir deitar. Quando consigo fazê-lo com tempo, gosto de prolongar a rotina, experimentar produtos novos, às vezes, até aqueles que só vão ser lançados no ano seguinte, e sentir que estou literalmente a “tirar o dia de cima”. 

A palavra que melhor me define

Versátil. Interesso-me por muitas áreas diferentes e gosto de cruzar referências, mas sou também muito atenta ao detalhe e ao contexto. Acho que a minha criatividade nasce muitas vezes daí: da capacidade de ligar mundos diferentes, antecipar necessidades e transformar ideias em algo concreto.

Um destino de sonho

Qualquer um onde possa chegar a navegar. Há anos que fazemos férias de verão em família, sempre a bordo, com um grupo de amigos muito próximos. Mais do que o destino em si, é essa sensação de liberdade, mar, partilha e tempo suspenso que torna tudo especial.

O hobby

O flamenco, mesmo que em regime on & off. Há mais de 20 anos que vou conseguindo encaixar aulas em fases diferentes da vida, e dá-me sempre muito gozo regressar, seja qual for o nível ou o momento. Adoro dançar, a energia, o convívio e aquela intensidade toda. Devo ter uma costela qualquer do Sul.

A maior inspiração

O meu filho. Mudou a minha vida nos últimos dez anos e ensina-me todos os dias a desacelerar, a observar mais e a ouvir, mesmo quando não é preciso falar. Trouxe-me uma forma diferente de olhar para o tempo, para as prioridades e para o essencial.

Uma superstição

Não tenho grandes superstições. Gosto de acender pau santo em casa, talvez menos por superstição e mais pelo aroma que deixa. E ver jogos de futebol de cachecol também deve contar, sobretudo quando achamos que o cachecol pode influenciar o resultado.

O maior vício

Tenho mais manias do que vícios. Não me levo assim tão a sério e adapto-me bem a quase tudo. Mas vá… talvez o café de manhã. Mais do que vício, é aquele pequeno ritual que ajuda o dia a começar no sítio certo.

Skincare ou maquilhagem?

Os dois, sempre. Não falho um dia de skincare e, para mim, a maquilhagem não faz sentido sem esse primeiro gesto de cuidado. Com a Sisley, essa fronteira torna-se ainda mais interessante, porque muitos produtos de maquilhagem têm também propriedades de tratamento, que melhoram a aparência da pele no imediato e ajudam a corrigi-la com a utilização regular. 

Beleza é…

Cada vez mais subtil, sem esforço e sem imposição. Consigo encontrar beleza com facilidade, tanto no que é grandioso, infinito e sofisticado, como no que é torto, torcido ou tosco. A beleza pode estar na perfeição, mas muitas vezes está precisamente no contrário: na verdade, na presença e naquilo que nos faz sentir alguma coisa boa.

A pessoa ideal para uma campanha da Sisley

Alguém elegante, intemporal e verdadeiramente ela própria. A maravilha da Sisley é precisamente essa: pode ser alguém de 25 ou de 90 anos, desde que tenha presença, autenticidade e uma certa irreverência natural. A Sisley vive muito desse equilíbrio entre sofisticação discreta, quiet luxury e liberdade de ser.

O que ainda está por fazer

Tanta coisa. Aprender jardinagem, trabalhar bem com uma máquina de costura, ter um negócio, abraçar um projeto social. E, talvez um dia, ter um chalet na montanha para ver a primavera chegar. Gosto da ideia de continuar sempre com planos, curiosidade e coisas por descobrir.

Terça-feira, 28 Julho 2026 12:51


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