De acordo com a empresa de estudos de mercado, houve uma descida de 3 %, em comparação a 2024, após o crescimento excecional registado nesse ano. Este desempenho surge num momento em que muitos consumidores enfrentam orçamentos mais apertados. É destacado ainda que o poder de compra se mantém abaixo da média europeia, apesar da recuperação identificada em estudos mais recentes.
A aproximação do Natal é outro dos fatores relevados como algo que teve um papel “determinante” na evolução desta semana promocional, que decorreu entre 24 a 30 de novembro. Durante este período, muitas famílias anteciparam compras, sobretudo de produtos tecnológicos de maior valor, e procuraram preços mais vantajosos. Essa estratégia marcou os últimos anos e reforçou a importância da Black Friday como momento “central no planeamento financeiro.
O diretor-geral da GfK Portugal, considera que, num contexto económico “exigente”, os consumidores portugueses demonstram uma grande capacidade de planear e otimizar as suas decisões de compra. António Salvador considera ainda que este período se tornou “essencial” para equilibrar o orçamento familiar antes do Natal e já se encontra “profundamente enraizado” nos hábitos de consumo nacionais.
Simão Raposo

