A opinião de… Mariana Cunha, da Clínica Mulher

A diretora de Marketing da Clínica Mulher, Mariana Cunha, passa a receita para a criação de uma marca de saúde.

Criar uma marca de saúde é, antes de mais, um exercício de responsabilidade. Mais do que uma boa ideia, é uma promessa. E traduz-se em cumpri-la todos os dias, com a mesma intenção.

Neste setor, a confiança é o verdadeiro serviço. As pessoas recordam a forma como foram olhadas, escutadas e informadas. Guardam a lembrança de como se sentiram e de quem as acompanhou. É essa memória emocional que constrói a reputação de uma marca e lhe dá sentido.

Uma marca de saúde revela o seu valor quando o rigor técnico se alia à empatia e à clareza. O prestígio nasce quando a ciência é compreendida e o cuidado inspira confiança. Vê-se nos detalhes da experiência: na atenção dispensada a quem chega ansioso, na clareza de uma decisão clínica, no cuidado de quem explica sem pressa. O que distingue uma marca sólida é a disciplina de continuar a fazer bem, mesmo quando ninguém está a ver.

A autenticidade é o teste mais exigente. Em saúde, as palavras pesam e o tom conta. Comunicar é falar com simplicidade, sem dramatismo nem paternalismo. É tratar temas complexos, da fertilidade à menopausa, da saúde mental à prevenção, com o mesmo respeito com que se cuidaria alguém próximo.

Falar de saúde no feminino acrescenta uma camada ainda mais sensível. Durante décadas, a medicina olhou o corpo da mulher como uma exceção. Muitos sintomas foram desvalorizados e muitas fases da vida foram vividas em silêncio. Hoje, falar de saúde da mulher é reconhecer que cada fase traz desafios próprios e que o cuidado tem de ser plural, multidisciplinar e humano.

Segmentar por fases de vida não é marketing, é uma forma de empatia estruturada. É compreender que a mulher de 20, 40 ou 60 anos precisa de respostas diferentes, tanto a nível clínico, como emocional e relacional. E que a medicina deve acompanhar essas transições com o mesmo rigor com que analisa um sintoma. Quando a marca reflete essa consciência, deixa de ser uma instituição e torna-se uma comunidade de confiança.

Não há atalhos num caminho que se constrói com consistência. Leva tempo e exige carácter. É uma obra de equipa, feita por médicos, enfermeiros, técnicos, gestores e comunicadores que partilham a mesma ética: cuidar com precisão, com rigor, com respeito e com verdade.

No fim, avaliar uma marca de saúde vai além do número e da dimensão das campanhas de marketing. Mede-se pela tranquilidade de quem a procura e pela confiança que gera. Porque, em saúde, mais do que falar alto, é saber cuidar bem que deixa marca.

Mariana Cunha, diretora de Marketing da Clínica Mulher

Segunda-feira, 24 Novembro 2025 13:03


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