Briefing | A VML Portugal foi distinguida como Agência Criativa do Ano nos Effie Awards Portugal. Que leitura faz deste reconhecimento num prémio que distingue sobretudo eficácia e resultados das campanhas?
Graça Magalhães | É um reconhecimento muito importante, por diferentes razões. Desde logo, porque o que se premeia são ideias com resultados comprovados. A eficácia das soluções estratégicas e criativas na resolução de problemas de negócio é a medida do sucesso. E no fim do dia, essa é a razão pela qual os clientes nos confiam as suas marcas. Trabalhamos para ter impacto real no negócio dos nossos clientes. E, sempre que possível, na vida dos clientes dos nossos clientes.
Mas é também o reconhecimento da importância da colaboração e do compromisso. Sem marketeers com ambição e verdadeiramente comprometidos com a sua agência criativa, pode haver sorte num projeto ou outro, mas não há seguramente consistência no trabalho e uma entrega de excelência que mereça este reconhecimento da indústria, como aconteceu nos Effie Awards. E, por falar em consistência, este é o segundo ano consecutivo em que a VML é distinguida como agência criativa mais eficaz do mercado. Fechámos o ciclo dos Prémios Eficácia, em 2024, como Agência Criativa do Ano; e iniciámos os Effie Awards Portugal, em 2025, como Agência Criativa do Ano. E isso não é fruto do acaso. É o reconhecimento de uma visão, de uma metodologia de trabalho e de uma forma de estar. Todos os dias começamos de novo. Com a mesma ambição e a mesma vontade.
Desde o início de 2024, a operação passou a apresentar-se como VML, resultado da fusão global entre a Wunderman Thompson e a VMLY&R. O que mudou na prática – em cultura, oferta e forma de trabalhar – desde essa integração?
Já percorremos muito caminho desde esse início de 2024. Na prática, dessa fusão, resultou a maior agência criativa do mercado. Mas, mais importante que o volume ou a escala, em si mesmos, é o que isso representa para os nossos clientes. Na VML, integramos hoje uma oferta end-to-end nas três dimensões fundamentais de resposta aos desafios das equipas de marketing: brand experience, customer experience e commerce.
Na VML, damos uma resposta integrada e completa. Trabalhamos com equipas de competências diversas, que se constroem e articulam a partir do desafio e da ambição específicos de uma marca – da gestão de clientes, estratégia e criatividade, à tecnologia, commerce, automação de marketing e marketing de performance. Uma única estratégia partilhada por todos, que gera soluções únicas que constroem marca, criam experiências memoráveis e geram conversão.
Em pouco mais de dois anos, a oferta alargou-se e tornou-se mais robusta e completa; e temos um novo modelo operativo alavancado por Inteligência Artificial (IA), o WPP Open, que junta dados, talento e tecnologia. Mas a ambição e a paixão pelo que fazemos e com quem fazemos mantém-se inalterada. Continuamos a ser uma combinação de talento diverso que acredita no poder das ideias e nas marcas como agentes de transformação, capazes de criar impacto positivo. Levamos muito a sério o que fazemos, mas com sentido de humor, leveza e simplicidade. Com grande autonomia e responsabilidade individual, mas sabendo que é na soma do contributo de todos que as marcas ganham.
A agência faz parte do universo WPP, um dos maiores grupos de comunicação do mundo. Até que ponto esta pertença internacional influencia a estratégia da VML Portugal e a capacidade de conquistar projetos globais?
Tem um impacto direto. Pertencer ao grupo WPP é ter acesso privilegiado a talento global especializado; a conhecimento exclusivo, como o que resulta do Brand Asset Valuator (BAV) – o maior estudo de marcas do mundo – ou o Future 100 – que identifica anualmente e por setor tendências culturais e de comportamento de consumo –; ou a plataformas como o WPP Open, que coloca as melhores ferramentas de IA ao serviço de toda a jornada de comunicação, dos insights e do briefing à produção.
São vantagens competitivas importantíssimas para o sucesso do trabalho que fazemos local e globalmente. Além disso, abre-nos a porta para novas oportunidades de crescimento, facilitando desde logo a participação em concursos internacionais. Mas também nos possibilita escalar rapidamente capacidades em áreas como tecnologia, dados e produção de conteúdo, posicionando a VML Portugal como um hub competitivo e com enorme potencial de projeção internacional.
Fazemos parte de uma rede de talento, conhecimento e tecnologia difícil de igualar em Portugal; e temos dado passos muito significativos para afirmar o talento português no mundo WPP.
O lançamento da VML Health em Portugal reforça a aposta em áreas especializadas. Que oportunidades vê no setor da Comunicação em Saúde e que papel pretende que esta unidade desempenhe no mercado?
A Saúde é uma área com um enorme potencial de crescimento e que tínhamos a ambição de lançar em Portugal já há algum tempo. E é também, provavelmente, o setor onde a Comunicação tem maior potencial para impactar de forma duradoura a vida das pessoas. Não estamos a vender apenas produtos, estamos a educar, a criar confiança, a influenciar decisões que podem, literalmente, salvar vidas. É aplicar à Saúde o poder das ideias alavancadas pela tecnologia, na mudança de comportamentos.
A VML Health já é internacionalmente, e será também em Portugal, um parceiro de referência para marcas, laboratórios e instituições de Saúde que queiram comunicar, de forma relevante, e ter impacto mensurável na saúde das pessoas. São projetos como o “I Will Always Be Me”, que desenvolvemos para a Dell Technologies & Intel com o intuito de ajudar pessoas com doenças neuromotoras a preservarem a sua voz através de IA – a taxa de adoção da tecnologia disparou de 12 para 72 %. Este tipo de projetos mostra como criatividade, tecnologia e empatia podem ser aliados poderosos numa área tão fundamental e vital para as pessoas, como a Saúde.
Carolina Neves
*Esta entrevista pode ser lida na íntegra na B197

